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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

a norma oculta:

ontem a noite, sem sono, peguei um livrinho pra me distrair... pumba: fiquei horas acordado me deliciando com a norma oculta - língua e poder na sociedade brasileira (parábola, 2003) de marcos bagno. já escrevi a respeito de outro trabalho dele (preconceito linguístico) certa vez (aqui) por causa de uma mania alheia que muito me incomoda(va), questionar a inteligência/competência de lula por ele aparentemente não dominar a norma padrão (para usar o termo sugerido pelo autor) - note que apenas aparentemente e segundo o preconceito de quem pensa que dizer menas (para ficar com apenas um exemplo) faz de alguém menos do que qualquer um que use as concordâncias como sugere um professor pasquale da vida. daí que por causa do livro, (uma minha) dica para quem queira entender e refletir um pouco mais sobre a língua que falamos e o país em que vivemos, catei a caros amigos em que bagno dá uma divertida entrevista (ó, aí, outra dica, possível de se encontrar em sebo perto de você!)...

até deu certa saudade das minhas aulas de linguísticas no curso de letras e das muitas reflexões e leituras que a partir dali fiz. nem isso, infelizmente, no meu caso, que já me meti até a fazer correção de texto, me permitiu dominar certas regras gramáticais. até hoje peno, troco certos assentos e erro a grafia de algumas palavras. pois é, e olha que sei que de certo modo tenho muito mais desenvoltura ao usar as variedades prestigiadas (ou norma padrão - norma culta) de nossa língua que a maior parte das população brasileira. agora, o que, sinceramente, faço de propósito, e talvez algum dos que me lêem já tenham notado, é escrever porque sempre do mesmo modo. e porque? porque sim, ora. porque posso, porque acho um saco que existam mais de um modo de porque.


(tá, ok, se preciso for aí dou uma olhada na nova gramática do português contemporaneo de celso cunha e lindley cintra...)


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enquanto escrevia esse textinho (e adiava minha resposta a alguns imeius importantes), ouvia dois deliciosos discos: jóia, jóia (1971) de wilson simonal e mestiço (2008) de eliakin rufino

(aliás, os dois não foram ouvidos neste momento por acaso...)