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Mostrando postagens de Março, 2016

eu vivo o feio e o belo:

não tenho tido medo de expor minhas dores. aceitar o fato é dizer também que o que me motiva não é o holofote, mas o querer estar inteiro e "sem maquiagem". é fugir do lugar mais cômodo... em 2015, atravessei um período difícil (coisas do mundo, minha nega). o pouco dinheiro, a falta de perspectivas (pessoais e artísticas) y otras cositas más quase me asfixiaram. fiz uma pausa e desde então me sinto no ar. poucos planos, quase nenhuma direção. foi difícil e triste, sim. vivi ainda a infeliz coincidência do falecimento de amigos naqueles dias. mas o tempo cicatriza e o tal sentimento, "de estar no ar", me fez bem. todavia, o vento começou a mudar a partir de fins de novembro passado, quando eu e andré seben nos sentamos no chão da loja pulp (em um antigo casarão no centro da nossa cidade) e criamos rush de amor à ilha.
meu orgulho não se resume ao resultado dessa empreitada, se estende ao que me foi trazido no seu processo de construção: confiança. de lá para cá fiz…

de domingo para cá:

no domingo em que muitos brasileiros foram às ruas protestar, passei parte do dia em um almoço em que comemoramos o aniversário do filho de um casal de amigos. aliás, nosso afilhado, meu e da mulher com que divido a vida. tínhamos a companhia de duas meninas, a nossa e a filha dos nossos convidados. o dia transcorreu tranquilo. embora não tenhamos evitado as notícias do brasil...
no fim de tarde soube da tragédia: a morte de outro grande amigo. peguei o primeiro ônibus que pude, segui pro oeste de santa catarina. em minha cabeça, noite adentro, se embaralharam o nosso momento tenso e as lembranças do que escrevi em uma das cartas que trocamos em 1992, o "ano dos caras pintadas". a situação hoje é outra, as pessoas nas ruas e sua indignação são diferentes. ainda assim, não por coincidência, alimentando "o movimento", há novamente a poderosa rede globo. 
na noite de ontem, o amigo com quem almoçamos domingo, foi agredido. do seu carro, parado em um semáforo, levou um s…