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Mostrando postagens de Outubro, 2012

o relojoeiro:

amanhã, quinta-feira, 1º de novembro, acontece a estreia de o relojoeiro, curta metragem de rodrigo amboni (da o mago realiza). é na fundação cultural badesc, centro de floripa, às 19 horas e 07 minutos.

tem tudo pra ser bacana.

ardiente figura:

os espanhóis daextraperlo lançaram há pouco mais de um mês delírio específico, seu segundo disco. de lá saiu o single (sexy) ardiente figura, que virou mais um bonito vídeo da produtora canada (sobre a qual já falei aqui e que ainda renderá outro post nos próximos dias). 

mesmo que a maior parte do álbum não esteja a altura dessa canção, vale a pena dar um confere no trabalho (ouça ano soundcloud).


EXTRAPERLO | Ardiente figura from MGdM | Marc Gómez del Moral on Vimeo.

filme de segunda (cronicamente inviável):

depois do resultado das eleições em florianópolis neste domingo, achei que cronicamente inviável poderia ser um filme razoavelmente apropriado para uma segunda-feira triste.  

independentemente deste meu palpite, a produção vale cada um dos seus ácidos segundos.

retrato de um país não muito diferente daquele em que ainda hoje vivemos, a escrotidão do recorte apresentado por sérgio bianchi tem muito a ver com administrações corruptas, com onerosas campanhas políticas regadas a dinheiro público e com as últimas eleições desta ilha também conhecida como bervely hills catarinense...

cronicamente inviável
direção: sérgio bianchi
brasil, 2000

dos discos que tenho ouvido:

são tantos e cito apenas 5 dos discos que tem me feito companhia. queria falar, de fato, aprofundadamente sobre cada um, mas o tempo é curto... mentira. a questão é que prefiro ouvir suas faixas a escrever sobre elas. 

de todo modo, sobre a banda dos corações partidos disse algo em minha coluna quinzenal no site da liverpool (aqui). também tenho pouco a declarar acerca de sinceramente de sérgio sampaio (ao qual volto recorrentemente), digo o óbvio: É LINDO. das canções da somatotambém discorri aqui.

quanto a fragmentos, ep de alex sant'anna, saiba: junta 4 faixas bacanudas (destaco a foderosaverniz). por fim, tem essa coletânea incrível de remixes do produtor britânico skeewiff (que me foi apresentada por andré guesser).groove de primeira! ().

estão aí os links, vale a pena. podem fazer esse fim-de-semana que se aproxima ainda melhor... 

programa de quinta:

BONDE VERTIGEM na casa de noca. é amanhã e se eu fosse você não perdia. sabe-se lá quando será o próximo. 
difícil manter uma regularidade de shows sendo artista independente em uma província como florianópolis. adoro estar no palco, penso que me garanto nesse espaço, mas a cada show me sinto mais cansado com todo o seu entorno (produção, ensaios, horários, passagem de som, cachês ou a falta de...). pronto, falei.
ainda assim, QUE FIQUE CLARO, a festa será divertida e bonita: além do bonde, teremos os talentosos gustavo monteiro e max tommasi comandando a pistinha. no mais, se depender desse seu criado, faremos a melhor apresentação deste projeto desde seu nascimento, há pouco mais de um ano.
(e o ep, já ouviu?!? aqui, ó).

um palácio em bervely hills:

estava no rio quando da publicação da infeliz matéria do globo sobre os ricos de florianópolis (os sem lancha da cidade classe a). uma espécie de ficção, na verdade. teve até quem, lá, naquela cidade, me perguntasse sobre a verossimilhança da coisa toda. ri, desconversei. 

mas ontem voltei ao assunto por conta da coluna de victor da rosa no diário (leia aqui). seu texto, que requenta a história com certo humor, me lembrou dessas fotos de eduardo valente (veja o álbum completo aqui). pensei que havia alguma ligação entre essas imagens e a gente rica com seus barcos sem marina e sonhos em branco e dourado. veja que ironia, aqui até os viciados em crack (espécie de párias dos nossos dias) têm um palácio como abrigo... no antigo prédio da câmara de vereadores da capital, em reforma milionária há alguns anos, vivem alguns moradores de rua e seus vícios (quer saber?! antes eles que parte dos vereadores eleitos recentemente). 

sim, falamos da mesma província que abriga uma possível beverly hil…

filme de segunda (terra estrangeira):

retrato de um brasil distante, de uma fase assustadora de "nosso" país, terra estrangeira segue afiado como navalha. em 1990, a aventura do então presidente fernando collor de melo e de sua ministra da fazenda zélia cardoso fez com que muitos passassem fome, amargassem as mais diferentes privações ou, como se dá na história, partissem para outros lugares em busca de um horizonte com mais perspectivas... 

ainda que aquele seja um passado distante, como em todo grande projeto artístico, o filme mantém a mesma força, delicadeza, tensão e pertinência em seus quase 100 minutos de p&b. curiosamente, hoje existem pessoas em parte da europa (a então terra estrangeira) vivendo situações semelhantes, em menor escala (acredito), as vividas por brasileiros contemporâneos daquele equivocado plano econômico. 
se não viu, veja e confirme: o trabalho de walter salles e daniela thomas, 16 anos após seu lançamento, continua tão a flor da pele quanto a canção de jards macalé & wally sa…

rio de janeiro, teu perfume, teu tempero, é o azul do mar:

o título deste post vem da canção de guinga e aldir blanc que me foi apresentada através da voz da divina elza soares (ouça aqui). apaixonado pelo rio, pela canção, pela elza, perdido-chapado nas ruas da lapa na noite de ontem, encantado com o pôr do sol de jacarépaguá (ou da aldeia de yacarépaguá) e feliz com minha participação em algo tão rico quanto o p.e.r.i.f.é.r.i.c.o., antes de seguir rumo ao meu outro amor, agradeço ao azul que faz desse um dos meus lugares prediletos. 
mas não apenas, agradeço ainda aos muitos amigos: alô, sidnei cruz, tahiba melina, viviane da soledade e todo o povo do sesc! alô, ieda magri, robson jorge da silva, joão carlos artigos e alô, teatro de anônimo e a tchurma do ateliê de discotecagem (fuego: no museke, na laje).

deixo ainda aquele abraço amoroso aos tantos outros companheiros, entre os novos e os de sempre, os daqui e os que também estiveram de passagem. foram dez dias fantásticos de muito trabalho, mas com alguma festa e um tanto de saudade.
no fim…

noite parangolé:

hoje tem festa fodona? tem sim, senhor! ainda no rio, mando o convite aos que podem: no espaço do grupo teatro de anônimo, na fundição progresso (lapa), dentro da programação do p.e.r.i.f.é.r.i.c.o. (saiba mais aqui), acontece a edição de outubro das noites de parangolé. e daí?! daí que por ali teremos performances de talentosos artistas, música para ouvir, música para dançar e muito mais. tudo em clima de cabaré e circo, banhado por algo mezzo tropicalista, mezzo "o que vier eu traço"... 

mas não só, por lá apresento uma das minhas microperetas de bolso e discoteco junto com caco chagas (que ainda irá dar uma piradinha nas projeções...).
ou seja, vale vale vale (muito). 
(e amanhã tem ainda otto, lançando o novo álbum, e felipe cordeiro, fazendo o show de abertura, no circo voador, veja só!!!)

inspirado no rio, em suas belezas e na noite que se aproxima, preparei essa sequência para animar a sua tarde (em floripa ou na flórida, em bervely hills ou manguinhos...).


Brasil brasil…

p.e.r.i.f.e.r.i.c.o.:

desde o meio da última semana, estou no rio de janeiro. vim para cá para, dentre outras coisas, participar do p.e.r.i.f.e.r.i.c.o., projeto que o sesc coloca na rua e que, de modo geral, apresenta várias manifestações das periferias da américa (teatro, graffitti, fotografia, música). saiba mais aqui e aqui

feliz em poder dividir essa semana com artistas, pesquisadores e alunos do méxico, da colômbia, da espanha, do brasil e de outros cantos, também sinto aquele frio na barriga por, mais uma vez, ser responsável por falar sobre algumas de minhas paixões: a música  dançante produzida hoje em dia em periferias de cidades como belém do pará, monterrey, rio de janeiro, bogotá e outras, além de mashup, direito autoral, tecnologia e assuntos correlatos.  

compilei umas faixas bacanudas e fresquinhas que acho que podem dar um pouco do clima do que rolará nestes próximos dias por ali...

raça negra:

nunca fui fã do pagode do grupo raça negra. não que não reconheça que eles possam ter algumas boas canções. mas e daí?! jamais me interessei por essa possibilidade... talvez por isso, quando soube que se produzia um "tributo indie" à banda, aquilo me soou mais como uma piada (boba) que como outra coisa. ok, não deixa de ser, mas... depois de ter esbarrado em algumas de suas faixas via soundcloud, e de ouvi-las sem preconceito, tive que admitir: E NÃO É QUE FICOU BACANA?!?
e note que eu não conhecia a maior parte dos artistas envolvidos, menos ainda as versões originais. de modo algum isso atrapalhou a (digamos) fruição de alguns dos pontos altos da coletânea. duvida? ouça, então, essas interpretações:
(sim, a capa é tão feia quanto a de qualquer disco dos homenageados - e se gostar, baixe aqui)

um sábado no rio:

céu nublado e clima fresco pós noite de chuva. café da manhã no parque lage. passeio pelo centro, via paço imperial
almoço: feijoada com gente querida na praia do flamengo. caipirinha & tangerina ao mel e gengibre como acompanhamento. 
descanso seguido de volta pela lapa, com visita ao mercado mistureba na choperia brazooka e a (famosa) feira do rio antigo (na rua do lavradio).
fim de tarde no belmontecom todos famintos (de chopp, de empadas, de leite, de papo).
noite tranquila na praia do flamengo (sob os sorrisos da bebê), com tequila e o som de us3 e gustavo cabeza.
sim, às vezes esse blog pode parecer um diário... lamento. mas não: entenda esse post como uma espécie de compilação de links para um futuro roteiro de viagem pelo rio de janeiro. assim melhora?!

cromocorpos:

''cromocorpos'' foi o nome escolhido por maurício magagnin para este ensaio com a performer (e estudante de cinema) bruna konder. tendo como base o trabalho do alemão dieter appelt (é possível saber um pouco mais aqui ou aqui), a série tem como conceito central, a fragilidade do corpo humano. segundo o artista "o corpo é casca temporária, perecível e imaculado, como parte de um contexto urbano frenético e desvairado".
no mais, essas e outras fotos estarão expostas no blues velvet, centro de floripa, a partir desta quinta-feira, 11 de outubro.
fica a dica. 

besame mucho:

a história oficial que nos vem sendo contada há uns 70 anos, diz que consuelo velásquez compôs besame mucho quando ainda tinha 16 anos. é possível. por sua melodia direta, letra simples e clima melancólico, a canção não nega algo de, chamemos, adolescente. pueril, talvez?! que importa?! bonita demais. irônico que ela carregue consigo a fama de "antiga". velha? ultrapassada? balela preconceituosa essa...

dor de cotovelo ou trilha de bordel? tudo isso e não apenas. no brasil, para piorar, ainda teve o caso do romance dos então ministros de collor, zélia cardoso e bernardo cabral (leia aqui). e não poderia deixar de citar o arranjo grandiloquente de ray conniff, que lhe trouxe certa comicidade... mas, e daí?! sendo espécie de hino, tipo de melodia que mesmo quem pensa que não conhece canta junto, tendo sido gravada por alguns dos mais importantes intérpretes do século xx, é incrível que ainda assim seja possível encontrar beleza em besame mucho. a isso chamamos clássico, não?
ac…

gosto amargo de uma noite de domingo:

se o resultado das eleições, brasil a fora, é de chorar, aqui não seria diferente. santa catarina vota mal. santa catarina é da direita mal informada e corrupta desde sempre. mas se pensa acima da média. desde sempre. também. 

estou engando? (bem que gostaria)
em são josé, onde voto, onde passo parte da minha vida, ganhou adeliana (psd), espécie de fantoche dos mesmos que há anos se alternam e sugam a cidade. aparentemente, aos que conhecem a política local, há uma mudança. a família berger, que (des)manda desde 1997 aqui, uma das maiores economias do estado, perdeu... mas nem tanto (duvido que não venha a ter guarida na nova estrutura). 
o pior se deu na capital, em que um certo romantismo tirou a única candidata "limpa" da disputa. angela albino, do pc do b, embora tivesse o com o pt na coligação que lhe deu suporte (o que não ajuda muito a ligar sua imagem a ética e honestidade), chegou a liderar nas pesquisas, mas ficou de fora graças ao crescimento do candidato de elson, …

deodato editado:

sou fã do deodato já há muito. gosto de seus discos mais bossa-jazz (tipo isso, tipo isso), de seus arranjos para grandes vocalistas (assim, assado) e da sua fase mais dançante, algo que poderíamos chamar de jazz-pop (ou fusion funky, talvez...). 

lembro de esbarrar em seu nome pela primeira vez através do livro chega de saudade de ruy castro e de pouco depois comprar dois ou três álbuns seus. desde então acumulo tudo o que posso do artista (compositor, produtor, arranjador e grande pianista). 

daí que, fuçando no soundcloud, encontrei algumas novas versões de algumas músicas que já conhecia. são edits de algumas de suas faixas mais dançantes. há de tudo um pouco, umas boas e outras chatas, essas são as minhas preferidas, (pelo menos) por enquanto...

imaginei que iria bem para preparar os ânimos para a noite de sábado. ou para curar a ressaca dos embalos de ontem (no meu caso). então, então: groove!

5 discos:

cinco discos: cada um, uma direção, cada qual com sua graça. fica a dica para o fim de semana que se aproxima. 

tem o tributo (semi-gringo) aos 70 anos de caetano veloso, com seus altos e baixos (algo que é a cara da obra do baiano) | a delícia dançante do breakbot (escrevi a respeito aqui) | as releituras meio tristes, meio esquisitonas armadas pela nação zumbi vestida de los sebosos postisos | tem mais: o novo dos pet shop boys (com muitos acertos e alguns erros) | e para acabar, uma porrada balançante: o funky tumbao do grupo setenta, formado por imigrantes residentes em paris... 

provavelmente algum desses lhe agradará, então, se (re)mexa! 

3 filmes:

são três, são diferentes, são bacanudos. três brasis em três momentos e abordagens. 

seguem os trailers, fica a dica.

meus discos preferidos - nação zumbi:

são poucos os exemplos de bandas que após a morte de um vocalista carismático e talentoso permanecem na ativa e constroem um trabalho para longe da sombra de seu "ex-líder". além do caso do new order, renascido do suicídio de ian curtis no então joy division, me recordo apenas da nação zumbi, que seguiu um caminho seu, não apenas autônomo mas a altura da produção anterior. após a perda de chico science, uma das figuras mais importantes surgidas na música brasileira nos últimos 20/30 anos, eram poucos os que acreditavam na continuidade do grupo. mas eles seguiram e hoje têm obra tão forte quanto a que fizeram ao lado de science.
na discografia da nação, até este momento, todos os registros podem ser classificados como "acima da média" (de rádio s.amb.a a fome de tudo, a excelência artística é praxe), por suas qualidades raramente ouvidas por aí (e não apenas entre artistas do brasil). ainda assim, um deles, aquele que leva apenas seu nome, ao ser ouvido com atenção, …

filme de segunda (maranhão '66)

misto de documentário pró-governista com filme de arte e denúncia bem ao gosto da década de 1960, o curta maranhão 66 do grande glauber rocha serviu de laboratório para a obra prima terra em transe (lançada no ano seguinte). como se não bastasse o registro do momento histórico, a posse de um então novo nome e seu discurso (em que o jovem governador, 35 anos) aponta o dedo para seus antecessores, o filme mostra algumas das mazelas de um dos estados mais pobres do país.

desde então os sarney's permanecem no poder naquele que ainda mantém alguns dos piores índices de desenvolvimento humano entre os estados brasileiros (o único intervalo se deu em 2007, com a vitória de jackson lago, substituído, quatro anos depois, por roseana sarney).
achei útil para uma semana de eleições. afinal, as coisas embora estejam um tanto diferentes, ainda têm muito do que foram um dia, aqui, em santa catarina, lá no maranhão e em outros tantos rincões...