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Mostrando postagens de Julho, 2012

pequena pausa (cheia de groove):

antes de voltar com algo mais político, reflexivo e, digamos, sério, uma pausa (cheia de balanço). bora de dj dolores relido pelo grande dj lucio k?! que tal uma faixa novinha (um trap) do mestre javier estrada?! e para terminar, um groovão de maga bo com bnegão em versão dos alemães do copia doble systema!


sei lá, achei que ajudaria a espantar o frio dos últimos dias... (e a foto aí de cima é do querido caio cesar a.k.a. caio belludo a.k.a. caio cambalhota)


5 discos:

sem muitos argumentos, 5 álbuns bacanudos que tenho ouvidos nas últimas semanas:
(01) não havia dado a devida atenção a velociraptor! do kasabian quando do seu lançamento, ano passado. ouvi, sei lá, uma ou duas vezes e só. pior para mim... está no repeat e "super indico"! (02) a audição de feitiço cabloco de dona onete pode nos lançar uma frase aos lábios: "perdeu, gaby amarantos!". bobagem. o disco, na verdade, só reforça o momento luminoso da música produzida no  estado do grão-pará. (03) o duo boogaloo continua produzindo música bacana, como esse remix lançado há alguns dias, mas meu preferido ainda é o ep que os moços colocaram na rua ano passado. la digue é trilha perfeita para uma festa nervosa (e voltou a rolar por aqui). (04)tudo tanto de tulipa ruiz nem "saiu direito", mas já está programada para virar trilha oficial para embalar minha pequena (40 e poucos dias)... é do tipo "mal ouvi, já gostei". (05) euro-disco? pré-tecnopop? proto-íta…

cidade bonita, olhar valente:

desde que participei, na última quarta-feira, do evento/coletiva de lançamento do site que promove a campanha de angela albino à prefeitura de florianópolis, venho pensando uma série de posts sobre a cidade. já fiz alguns (esse, esse, esse), mas não satifeito, digo mais (eu preciso destas palavras escritas, escreveu arthur bispo do rosário). no fundo, sei que sou também o lugar onde vivo. daí, como acho importante pensar o local ou eu mesmo e o outro para me entender (e o que está a minha volta), julguei pertinente retornar ao tema. 
para começar, um afago (ou quase): uma seleção de algumas imagens de eduardo valente (que ficou conhecido em todo o país por conta deste clique). seu olhar vai além do óbvio e revela o que quase sempre nos passa batido aqui e acolá, pelas ruas desta nossa senhora do desterro... 
e daqui a pouco tem mais.



meus discos preferidos - technique:

dos anos que passei em meu quarto, entre velhas revistas sobre música pop, livros de poesia, vinis e fitas cassete, algumas de minhas melhores horas foram ao som de technique (1989) do new order


além de exemplo de superação (após o traumático fim do joy division), de independência (via factory, foram fundamentais na construção do que hoje chamam indie rock) e de criatividade (ajudaram formatar o que chamamos desde então som das pistas), o grupo de manchester tem em sua carreira discográfica ao menos três álbuns que poderiam entrar em uma lista digna de melhores discos pop "de sempre". dentre estes, destaco o meu preferido (em que não consta nenhum de seus hit's "clássicos": blue monday, bizarre love triangle, the perfect kiss, regret, etc).


alternando faixas mais eletrônicas, com apelo mais dançante, e outras mais orgânicas, technique mantém, música após música, uma atmosfera autoral. graças, provavelmente, a algo que podemos classificar como veia pop melancóli…

3 (ou 4) vídeos bacanudos:

3 vídeos bacanudos. 3 vídeos diferentes. 3 vídeos mais ou menos novos para canções mais ou menos novas de cantoras/compositoras mais ou menos novas e igualmente talentosas.


era para ser isso, na verdade. ou foi essa a programação inicial para a quarta-feira, mas... 


então, esse tal felipe cordeiro deu um jeito de aparecer com um (colorido) clipe (zero quilometro) para a sua malemolente ilegal, imoral... não resisti e o deixei em boa companhia (sei não, mas acho que ele vai gostar de saber...).



 e enfim, um bendito bigode entre as mulheres:

listen to the drummer (hoje vai ter festa no congá):

ricardo pereira manda notícias. e através de mais um belíssimo dj set (um outro dos seus pode se ouvir aqui). cheio de groove, vai do hip-hop ao samba, dos u.s.a a áfrica, de sly stone a jorge ben
o moço, que pega onda e desliza de skate pelas ruas da capital paulista, ainda tem a manha de fazer umas colagens doidonas com capas de vinis (essa aí, ao lado é uma delas)... esses taurinos, hein?!

racionais mc's - mil faces para um homem leal (marighella):

dizer que em 2012 os racionais mc's ainda mantém uma imagem de subversão, um tipo de tensão densa, de quase violência, é lhes dar um imenso crédito. merecem. mil faces para um homem leal (marighella), do novo disco, acaba de ganhar vídeo-clipe que potencializa a força da música. o que, definitivamente, não é pouco. ainda mais se pensarmos em como determinados modelos políticos parecem datados em nossos dias (será mesmo?).


incrível, mano brown hoje ainda consegue, sabe-se lá como, transmitir perigo a cada aparição sua. há algum outro músico, artista plástico, escritor, dramaturgo no brasil com imagem ao menos parecida? suponho que não. uma pena.
(via trabalho sujo)

disse alguém (all of me):

haroldo barbosa foi figura importante do rádio no brasil. roteirista, humorista, compositor e versionista de hit's gringos que quase sempre nos eram apresentados em português através das vozes de cantores como francisco alves, orlando silva, nora ney, jorge veiga, emílinha borba, dentre outros. daí que este multitalentoso artista fez um espécie de milagre ao fazer brilhar ainda mais uma jóia chamada all of me (dos americanos gerald marks e seymour simons). 
sua letra para a melodia ignora os (bonitos) versos originais e constrói uma imagem, no mínimo, surpreendente. da conversa de alguém com e sobre seu coração, ficamos sabendo de um salão dourado em que o amor sempre dança. o lamento do interlocutor não nos chega como "chororô" apenas, mas vem embalado em brejeirísse, quase como um pedido: "me pegue no colo". das muitas gravações de all of me/disse alguém, minha preferida é a de joão gilberto com gilberto gil e caetano veloso, mas menos pela presença destes doi…

do amor e outros demônios:

o amor é tendência? o que é, afinal, tendência? saber isso talvez não seja tão importante quanto não esquecer que o amor é fundamental. parece piegas, é piegas, mas e daí?! essa verdade ainda que a esqueçamos, é incontornável. ok, ok, o amor, é uma construção, é cultural e isso e aquilo. ainda tem a coisa do amor romântico que nos é empurrado diariamente através de canções, filmes, livros, comerciais cretinos e muito mais para deixar mais confusa a questão. mas, E DAÍ? o amor é o que vale e nos faz valer. acho.

daqui a pouco acontece o evento: "o amor é tendência", um bate papo com e sobre o tema. sou um dos convidados da mesa. a proposta veio de carmencita job, profissional da área de coolhunting (veja só que irônico: o mercado e o amor). mas, sendo assim, que fique claro, a ideia do encontro não é acadêmica e nem se prestará a aprofundar por demais a discussão (infinita). ótimo! melhor assim.

todavia, antes, acabei por pensar e quis falar de mim e dessa menina em minha vida.…

ando ouvindo:

entre os álbuns que tenho ouvindo, poucos são os que foram lançados por agora. meu interesse tem recaído sobre o que já conheço, gosto. ainda assim, entre os discos que destaco agora, dois acabam de ser lançados. 


(01) entre eles está o acachapante ep do trio skrotes. quase tão bom quanto assisti-los ao vivo, o trabalho apresenta as versões finais de algumas faixas que há quase dois anos circulam aqui e acolá. esta informação ganha importância ao se avaliar a mixagem e a pós-produção realizados por isaac varzim, que soube adensar as muitas referências do grupo (que, sem perder a pegada, passeia por rock, jazz, hip-hop, baião... em uma mesma faixa). 


(02) sonhos de menino, do pouco lembrado cantor/compositor chico da silva, faz parte do meu imaginário infantil. durante meus primeiros anos ouvia a bolacha com o olhar perdido nos detalhes da foto da capa... a despeito de ser citado, vez ou outra, não tão injustamente, como um clone de martinho da vila, aqui o artista nos apresenta pérolas …

não por acaso:

vi o filme em 2007. e apenas uma vez até a madrugada desta segunda-feira. liguei a tv depois de embalar o sono da pequena ana beatriz e, por uma de  feliz coincidência, ele estava iniciando. não pude assistir tudo outra vez. uma pena. adorarei poder me doar ao seus 90 minutos novamente. 
não por acaso é como um daqueles discos poderosos que mesmo muito tristes nos engendram em sua teia, nos fazendo reouvir suas mesmas canções e nos mantendo sob sua atmosfera. é denso, mas tem leveza e delicadeza. é de uma melancolia dura, mas é cheio de doçura. 


há ainda a trilha, que colabora sensivelmente para fazer do projeto o que ele é, uma história muito bem contada (com tudo no lugar, como gostariam seus dois personagens centrais: ênio e pedro). 
preciso rever. você também.

el amor despues del amor:

esse não é um texto sobre fito paez e uma de suas grandes canções. nem mais uma reminiscência de um folião apaixonado... não exatamente. na verdade é sobre tudo isso.


houve um carnaval incrível na minha vida. depois dele, nenhum tão intenso. antes tive outros tão bons, ou mais. os de quando fui criança (já falei aqui). mas, voltemos: namorava uma menina há, no máximo, duas semanas. linda, loira, alta. nem sei o que via em mim. não importa, importa que saímos juntos na sexta-feira. noite divertidíssima: nós dois, vários amigos, muitos foliões. ela, meio distante, sumiu no fim da festa. cansado, segui do baile pro banho, do banho pro trabalho. antes de reiniciar a folia, ela aparece pra dizer: "acabou". 
minha noite de sábado foi em casa, com mil canções sofridas rasgando o coração. no dia seguinte, ainda triste, preferi sair.  aí, encontro ela e um outro. fiquei com outras, fiquei com ela. noite doida. ou isso foi segunda? não lembro. lembro que foram muitos beijos, muitas boca…

eletro:

o tecnopop, eletro-pop, synthpop, eletro-rock, seja lá o nome que se queira dar, é algo velho e que foi morto algumas vezes, mas continua vivíssimo. menosprezado, parecia que ficaria para sempre na década de 1980. parecia. 


fiquei pensando a respeito por causa de uma festa que acontece neste sábado (essa), aqui em floripa. lembrei da história contada pelos pet shop boys no documentário pop life (que investiga a carreira do duo) sobre como pouco antes deles emplacarem seu primeiro hit, west end girls (em 1985), parecia que aquela formação, vocalista mais tecladista ou "canção vestida de synth", havia se tornado algo datado. 


equivocado estava quem pensou assim. tennant & lowe (os psb), mais vários outros nomes, ajudaram a dar novo fôlego aquele tipo de som, que não é exatamente um estilo, mas sim um amalgama de possibilidades eletrônicas a serviço do "pop".
o ponto é que mesmo que ao longo da década de 1990 o eletro (como muitos o chamam hoje) quase tenha desaparec…

na cadência do samba:

pense num adolescente no seu quarto, inseguro e melancólico. pense num adolescente apaixonado por livros e rock deprê (lê drummond, allan poe,pessoa, ouve smiths, curedepeche mode ― dentre outros, claro). então, esse adolescente, cheio de amor pra dar, descobre... o amor. melhor: o sexo. se apaixona por uma moça mais velha. coisa rápida, paixão de verão. muda tudo. enfim. 
com o verão e o sexo chegam novas canções, novos discos, novas melodias e grooves. quase todos mais ensolarados. o adolescente vai pra rua e fica menos adolescente e mais interessante (vivo). 
entre a nova trilha que ele leva consigo na mochila (em fitas para o walkman - o discman só ouve em casa ou no ônibus) tem um pouco de gilmarisa monte, caetano, chico buarque e outros... nos "outros" há uma cantora nova, cássia eller, e a gravação dela para na cadência do samba, ouvida e reouvida desde então. 
hit do grande ataulfo alves, foi cantada (ao longo dos anos) por gente como nelson gonçalves, jorge veiga,

ben tour:

ben tour é canadense, tem 35 anos e une técnicas de desenho e pintura em seu trabalho. que concilia melancolia e senso de humor (não sem abdicar de certa pegada "sexy"). bem bonito.


disputa de dubstep:

taí, nem sou um grande fã de dubstep, mas gostei por demais deste curta produzido pela fluxel media. a direção é de jason giles e a (ótima) trilha é do produtor andrew hill, que assina como nostalgia. mais: achei que tinha tudo a ver com quem tem uma semana cheia de atividades pela frente... (sim, é o meu caso).
(aliás, pesquei do chongas

Dubstep Dispute from Fluxel Media on Vimeo.

meus discos preferidos - getz/gilberto, joão gilberto e amoroso:

se precisasse fazer uma lista dos meus discos preferidos, ou daqueles que considero indispensáveis (algo como "os que sempre quero ouvir, para os quais sempre volto"), certamente teria uns 4 ou 5 de joão gilberto. mas escolher aquele que é o meu "número um", me parece tão complicado que, antes, prefiro apenas socializar algumas impressões, capas e links de alguns dos melhores trabalhos do artista (para mim, claro).
para começar uma espécie de desculpa: não citarei nem o indispensável chega de saudade, de 1959, nem seus outros dois desdobramentos (o amor, o sorriso e a flor e joão gilberto, lançados nos dois anos seguintes). e não por não considerá-los as obras-primas que são. mas apenas por preferir voltar a eles em outra ocasião.
começo com o (quase) "controverso" getz/gilberto (1963). o adjetivo "controverso" não é o mais apropriado para definir o disco, certamente, mas para joão e muitos dos seus mais ardorosos fãs, o álbum, a despeito de tanta…

billy rezk (meus amigos são um barato):

fazia tempo que não usava as minúsculas para falar de um amigo, mas achei que deveria voltar a série meus amigos são um barato, pelo prazer que tenho tido em trabalhar mais de perto nos últimos dois meses com billy rezk. esse libriano, de belém do pará, além de cantor, é jornalista e como tem feito (muito bem) a assessoria de imprensa do isla urbana lounge (onde sou dj residente), têm estado mais presente no meu dia a dia. para minha alegria.
e por qual motivo tenho tido alegria com sua presença? pelo básico: billy rezk é ético, competente e divertido. mas mais ainda por ele ser tão talentoso. cantou lindamente algumas canções minhas (aqui) e vem sendo elogiado por muitos dos que o assistem com a projeto z (aqui) ou no musical the best of broadway (aqui).


há ainda mais. conquistou duas das quatro mulheres mais importantes da minha vida (só não ganhou as  outras duas pois ainda não teve tempo pra isso). como não gostar do sujeito?! só resta torcer para ter mais billy's em minha vida.

bambolas:

estoy enamorado y el amor me hace grande. desde que ana beatriz chegou, há 16 dias, as coisas têm sido estranhas e bonitas. ela trouxe consigo tantas novidade que não sei como não sentia falta delas antes... mas daquilo que essa menina me trouxe, falo outro dia. hoje quero falar do que trouxeram para ela. 
as bambolassão criações de 4 amantes de bonecas: cristiane fontinha, karina mazukaheliane esimone hamada. cada bambola ou bambolo é única/o, com cara, roupa, cabelo próprios. o casal deles que veio morar com a gente via ana b. ainda não tem nome, mas por enquanto, apaixonado como estou, ando em  dúvida se os chamo thalia & pedro ou jason mraz & colbie caillat (sei, sei, sou um meloso, sorry, mas tenho meus motivos). importa mesmo é que daqui um tempo a "dona" dos dois dirá se aprova ou não a alcunha. 
até esse dia chegar, espero poder ver muitas bambolas desfilando por aqui, por aí...


fã é fã e cacetada é cacetada:

nos anos 1990, quando eu era jovem, tive um zine chamado parabólica (ou parabolicadelia). escrevia uns textinhos sobre música, datilografava, fazia umas cópias (xerox) e distribuía pros amigos. houve uma ocasião, em que um alter ego meu, chamado chico cacetada (veja só que falta de imaginação), escreveu sobre shows que o interessavam e sapecou algo como "prefiro ver o dazaranha na praça, sem palco e sem luz, ao pink floyd numa grande arena"... muita gente não gostou e se sentiu ofendida. lembrei disso a pouco, por causa de alguns comentários desencadeados por uma piada que fiz na página de uma amiga no facebook.
vá lá: fã é fã, se sente parte da família do ídolo e não costuma administrar críticas de maneira razoável, mas... embora entenda a lógica que faz tanta gente amar e idealizar um passado que não viveu e apostar no que já conhece, essa ideia jamais me interessou. mesmo amando certos artistas donos de obras poderosas, só os veria hoje se eles de fato tivessem uma produçã…