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Mostrando postagens de Junho, 2012

hoje é dia festa:

daqui a pouco, na lagoa da conceição: três dj's/artistas & muitos desejos: diversão, gentileza, esperteza e sexo (e por que não? - todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite, já dizia um certo lulu). 
jean mafra + paulo vasilescu(a.k.a. zuleika zimbábue) + paty laus no isla urbana lounge. então, bora lá?!

nina zilli - l'amore è femmina:

o segundo álbum de nina zillisaiu há alguns meses, mas só agora lhe fui ouvir. perdi tempo. já havia falado dela aqui. este post é mais para lembrar aos desavisados que a cantora continua mandando benzão.

alexandre nero:

o disco que o cantor, compositor, escritor e ator alexandre nerolançou no ano passado, vendo amor - em suas mais variadas formas, tamanhos e posições, tem alguns ótimos momentos. trouxe para cá alguns dos vídeos feitos para as faixas do trabalho.
entre os achados está, certamente, a regravação de não aprendi dizer adeus. para mim, que jamais havia reparado na canção (de joel marques gravada por leandro & leonardo), foi uma surpresa e tanto. destaco a letra bonita, o arranjo bem feito (com metais e piano fazendo uma cama precisa) e a interpretação poderosa (em sua contenção)!!!
o cara é colaborador do anões em chamas, citou o marcos bagno em rede nacional e ainda teve a manha de regravar uma pérola semi desconhecida como acho (do grande carlos careqa), taí, virei fã!

nástio mosquito:

o que é mais triste em diariamente sermos apresentados a uma imensa quantidade de canções e artistas através dos muitos canais de comunicação que temos acesso, não é exatamente a dificuldade de filtrarmos o que nos interessa ou não. mas sim o fato de que a grandíssima maioria desses novos nomes são trazidos mais ou menos dos mesmos lugares e usam praticamente a mesma língua... por conta desse arrastão de música-informação, quase sempre advinda do hemisfério-norte (dos dois lados do atlântico), acabamos por não ter acesso a gente tão interessante quanto nástio mosquito
o angolano, de pouco mais de 30, é um artista maiúsculo: cantor, compositor, poeto, performer, diretor — do ácido curta em animação my african mind. seu trabalho, embora possa ser conferido aqui e ali, só me chegou a pouco e graças a minha sanha de conhecer mais das coisas de seu país. nástio lançou há uns dois meses os ep's deixa-me entrar e deixa-me entrar (extra songs) (ouça aqui), que contém desde a reflexiva nã…

loox + rockshow:

atualmente sou "dj residente" de uma casa nova na lagoa da conceição, a isla urbana lounge. essa questão é pertinente, mas não fundamental. importante é dizer que lá, durante este fim de semana, acontecerão duas festas bacanudas: loox, amanhã em edição especial (com o dj set do bonde do rolê), e rockshow, que sábado despejará rock de todos os tipos na pistinha (com seletores tão distintos e interessantes quanto liu impaléa, fábio bianchini, cói werner e outros).


por conta destas duas noites que se aproximam, trouxe para cá uns vídeos com algumas das faixas com que pretendo abrir as duas (distintas) festas. primeiramente com aquela onda rebolante & sexy & eletro-tropicaliente que quem acompanha as minúsculas já conhece...




sabádo a vibe é outra, mais rocker. vou de pós-punk, new wave, eletro-pop e adjacências. aquilo que (uiu, como eu sou coerente!), quem já me ouviu/viu discotecar sabe que sou fã. 


no mais, que início de inverno que nada! vá pra rua, para o isla e faça …

virgem pop:

aparições, série de soasig chamaillard, relê o ícone católico virgem maria de modo mais contemporâneo e pop. pode parecer provocação e embora também seja, não fica só nisso. o trabalho sobrepõe leituras como toda boa arte deveria sempre fazer. gostou? ficou curioso? há muito mais aqui.

menino de braçanã:

em 1999 josé saramago veio a florianópolis para ser homenageado pela universidade federal. daí que o evento teve aquele "sabor constrangimento": estudantes vaiando o (CRETINO) reitor da época (o mesmo pinto da luz que hoje é secretário de cultura e educação da administração do IGUALMENTE CRETINO dário berger), embaraço do escritor (encabulado pelo tratamento de pop star que alguns lhe davam), o fato de que a grande maioria dos presentes jamais havia lido algo seu. mas o que, realmente, jamais esqueci, foi o fato do coral que veio ao palco apresentar algumas canções no encerramento da noite ter cantando menino de braçanã.
lembro de que quase não contive o riso ao ouvir os versos "vou me embora / vou sem medo dessa escuridão / quem anda com deus não tem medo de assombração / e eu tenho jesus cristo no meu coração". já conhecia a música, de luiz vieira, da versão gravada por zizi possi. linda, mas inadequada para a despedida de um escritor de "ateísmo notório"…

ana beatriz:

com frio ou calor, com grana ou não, o negócio é deixar rolar quando for propício e correr atrás quando necessário. mas sempre botar pra quebrar. depois de meses de expectativa (e alegrias) e de muitas dificuldades superadas (muitas mesmo), boas notícias: minhas ana's estão bem. boníssimas, aliás.


seja bem vinda, minha filha.



(sim, ela nasceu abusadinha: botando a língua pra fora e curtindo kavinsky - por uma coincidência, essa foi a música que tocou no rádio no momento em que aninha veio ao mundo... eu e sua mãe somos fãs do filme e da trilha)

filmes:

dos filmes bacanudos que vi, cito três (apenas cito, como se dissesse: veja). dos filmes bacanudos que não vi, cito um. os dois primeiros são emocionantes e o terceiro é foderoso. do quarto sei apenas que parece ser muito bom, embora já saiba também que deva ser visto com ressalvas (puta mania chata essa de colocar atores globais em tudo, inclusive onde não deveriam estar... o mesmo serve para caetano veloso). 

mash mash mash mash:

achei que devia trazer umas faixas para cá, para animar o meio de semana. pensei que uns mashups viriam a calhar. é isso. 

discos:

dos discos que tenho ouvido cito, ainda que en passant, estes: (01)arrocha do curumin, disponível no soundcloud (ó) é um deleite só. o cantor, compositor e multi-instrumentista aprimorou o que já era poderoso: suingues que unem samba + hip-hop + afrobeat + funk a melodias redondas vestidas com synths e programações. | (02) outra beleza, master of my make-believe, da cantora santigold, vem da américa do norte, mas tem um pé na áfrica, seja via a europa dos produtores buraka som sistema ou via os americanos (e também produtores) diplo e david sitek (tv on the radio). recorte de tudo, grande parte da potência do novo da moça está na mescla. sempre dançante, que fique claro. | (03) in our heads é daqueles discos que ganham nossos ouvidos de primeira. principalmente se eles forem como os meus, que amam sintetizadores e batidas dançantes mescladas com uma certa melancolia pop... palmas para o hot chip que continua relevante | (04) quando rui mingas lançou áfrica negra, em 1969, ainda não de…

marcio greyck:

alguns anos atrás, 2006, silvio santos apresentou um programa chamado rei majestade. a ideia consistia em apresentar alguns ex-donos de hits da estação. assistia ávido. ali conheci vários nomes do cancioneiro pop do brasil que não eram citados pelas revista bizz ou folha de são paulo, que não estavam em (quase nenhum) blog bacana... assim me deparei com a voz de marcio greyck. ao interpretar é impossível acreditar que perdi você, com sua letra direta (e derramada), melodia sinuosa e arranjo simples, o artista me ganhou de primeira (pop!). a partir desta aparição, fui atrás de sua produção. conhecendo seu trabalho, algo entre roberto carlos e beatles, virei fã. sem medo de ser feliz, sem vergonha de ignorar certas normas de contenção pós-bossanovísticos que muitos pensam ser o padrão da música popular deste país (mentira!), faço campanha deste então: MARCIO GREYCK É GÊNIO DA CANÇÃO. 
claro que o fato de na mesma época ter me entregado a(o livro) eu não sou cachorro não, de paulo césar a…

nunca fui santa:

a noite desta quarta-feira será quente, ao menos no isla urbana, na lagoa da conceição. que inverno que nada, o bicho vai pegar e floripa vai "ferver" nesse feriadão... corpus christis? que pecado! sem mais delongas, duas faixas fodonas que estarão no meu set.

pressão & frisson nos brasis:

dos discos que tem me interessado, falo do que mais me emociona. aquele que me pegou pelo ouvido, pelo quadril, pelo coração. um dos álbuns brasileiros mais aguardados dos últimos tempos: treme de gaby amarantos. nem vou citar o fato dele ter tido por trás de si um marketing ímpar ou de que, há um ano, talvez, seria impensável todo o hype visto em torno da cantora, que une boa vontade de crítica e público(s). no fim das contas, o que importa é que treme é um trabalho bonito e um dos retratos mais poderosos da música pop(ular) brasileira contemporânea. pode parecer pouco, mas não é. quando artistas tão diferentes e interessantes quanto céu, curumin, felipe cordeiro e (e porque não?) michel teló põe na rua e na boca do(s) povo(s) tantas coisas bacanas, novas, cheias de frescor, que dialogam com as muitas caras distintas das músicas dos brasis (sim, plural como a mpb nem sempre se permitiu), amarantos se mostra tão ou mais luminosa que seus brilhantes colegas. e, como em sua indefectível…

meta-canção:

clarice falcão canta monomania. canção bonita. simples, direta, pop. vídeo bacaninha. tem essa coisa "meio" folk e essa outra carioca-fofolete-zona-sul, mas funciona, ainda assim. sabe-se lá porque diabos, me lembrou eu sonhei que tu estavas tão linda, do grande lamartine babo. pela atmosfera delicada, talvez. no clássico semi-esquecido há mais densidade poética, mas a entrega e o senso de humor, do desenlace, também contribuem decisivamente para a beleza do resultado. já no caso da quase indulgente monomania, a auto-ironia é o que no fim das contas não deixa tudo desandar. grande coisa: o que importa, no fim da contas, é que as duas músicas podem fazer o seu, o meu e o nosso, dia melhor. 
achei, também, que elas poderiam servir de prelúdio para os agitos da noite de sexta. (minha versão preferida para eu sonhei, a de sérgio ricardo, feita em 1961, não está disponível por aí, infelizmente...)