01. dos discos que ando ouvindo, falo primeiro de komba, lançado há alguns meses pelo buraka som sistema. uma das minhas bandas preferidas. o segundo álbum dos portugueses/angolanos é tão bom ou melhor que o anterior. aponta para muitos caminhos, mas é suficientemente autoral para manter a cara do grupo a cada faixa (desde aquelas que se mantém fiel ao som que os tornou famosos, o kuduro, até as que investem em novos ritmos). komba ainda traz participações de mixhell, terry lynn, sara tavares e bomba estereo, dentre outros. | 02. a trilha sonora do espetáculo o samba carioca de wilson batista tem o capricho que o homenageado merece. seus dois cd's são divididos com a trilha propriamente (interpretada em estúdio com a mesma competência que rodrigo alzuguir e claudia ventura já apresentavam no palco) e outro com canções inéditas e/ou pouco lembradas de batista sendo interpretadas por nomes como elza soares, cristina buarque, céu e marco sacramento. do primeiro disquinho não há muito que se dizer além de que é uma delícia
— se você já conhece os hits do sambista, não há como não gostar. o ponto é que a segunda parte do projeto embora tenha mais altos que baixos, acaba por se tornar enfandonha, pois erra ao vestir gente talentosa como a cantora céu de mpbzinha à biscoito fino (tem zélia duncan e rosa passo, ou seja: há previsibilidade e nhém-nhém-nhém) | 03. longe de onde, de karina buhr, me ganhou (a mim e a grande parte da imprensa cultural do país, né?!). tão bom ouvir rock com letras boas! | 04. fui reouvir o ...e que tudo mais vá pro inferno, lançado por nara leão em 1978, depois de uma discussão sobre a cantora no facebook. pena que para se deleitar com o trabalho seja preciso se recorrer ao vinil ou a alguma reprodução sua em mp3, já que o maior homenageado no disco, aquele que alguns chamam "rei", não permitiu que o cd com a obra fosse relançado com a faixa título... (essa história está melhor explicada em como e dois e dois são cinco, boi tempo, 2002 — de pedro alexandre sanches) | 05. descobri olhar (1985), do metrô, a apenas uns meses atrás e de lá para cá virei fã de seu mood datado. é possível encontrar algumas ótimas canções ali. | 06. por fim: bambas dois do grande bid é tiro certo para esse (ou qualquer outro) verão. ao misturar "reggae com baião, maracatu com dance hall, arrasta pé com ska", o álbum lança sol em qualquer ambiente... dê-lhe uma chance!






1 comentários:
"É som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado!" Grande Jejê, o doutrinador!!!!
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