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Mostrando postagens de Julho, 2011

piot brehmer:

selecionei um tiquinho do trabalho de piot brehmer... queria um desses na (minha) sala.

obrigado:

este deveria ser um post sobre a estreia de minha nova "investida" musical, jean mafra & bonde vertigem. o projeto, que tem pouco mais de 2 meses de vida, se apresenta pela primeira vez aqui, em floripa, na noite de hoje, sexta-feira, 29 de julho, na célula. acontece que, enquanto organizava as ideias, mudei de planos. pensei que ao invés de enumerar o que se deseja fazer no palco, ou em estúdio (pretendemos lançar um ep até novembro), deveria dar o crédito as pessoas que ajudaram este projeto a ganhar corpo. gente como o pessoal da assessoria de cultura da escola sesc de ensino médio, lá do rio de janeiro. tahíba, sidnei, wilson, camila, thiago e viviane, muito obrigado pela força. foi graças ao convite deles que o show foi montado. 
aos parceiros na empreitada desta noite, coletivo catarina - patrícia, julie, camila e equipe; liverpool camisetas - lange, tiago e roberto; estúdio pimenta do reino - marcio, rafael,vini e cia; a (nada improvisada) célula - marcinho, bruno …

eddy grant:

até a noite de ontem, conhecia apenas dois dos vários hits que o cantor e guitarrista eddy grant havia emplacado na década de 1980. foi ulysses dutra, em uma pausa nos ensaios que fazemos com o bonde vertigem, que cantarolou a deliciosa electric avenue e, assim, despertou meu interesse. mesmo ocupadíssimo, consegui baixar três discos de grant (incluindo um greatest hits) e descobrir que a ainda em 1968, com 20 anos, ele já havia emplacado com sua primeira banda, the equals e a inesquecível baby, come back.
em 1984, com a "moral alta", foi incumbido de compor a canção tema de um blockbuster hoje "clássico", romancing the stone ou, no brasil, tudo por uma esmeralda (lembra?)... seus vídeos ainda não estão devidamente representados no youtube, o que me fez descobrir um equivalente japonês em que é possível assisti-lo cantando, dentre outras, a poderosa (crítica contra o apartheid) gimme hope jo'anna. este não é um blog saudosista, mas como de vez em quando entendem…

cuidado com doce:

gosto de caetano veloso. digo, de seus discos. ou da maioria deles, talvez. a despeito de, desde noites do norte, pouco mais de 10 anos atrás, ele não ter produzido mais nada que tenha me agradado. a questão é inegável, caetano veloso é importante. é alguém que tem um grande peso dentro da música pop(ular) produzida por aqui (e não estou falando em mpb, ok?!). agora, é estranho demais que este sujeito, um "setentão", receba o tratamento que parte da "grande mídia" lhe dá. como se ele estivesse na crista da onda... ok, nosso mainstream é desprezível, mas não dá para ignorar o apadrinhamento contínuo que o artista baiano costuma fazer de uma parte significativa de "novos" cantores/compositores, e de como alguns grandes veículos de comunicação usam isso a seu favor.
para ficarmos só com os exemplos mais recentes: é possível dar um desconto para maria gadú. é uma menina ainda e tem uma grande gravadora por trás de si. ou seja, foi usada e usou caetano para ven…

sobre ontem e sobre amanhã:

a noite de ontem foi longa e divertida. além de discotecar em mais uma edição da (festa) rock experience, revi amigos e tomei meus bons drinks... amanhã, agito uma festa particular a tarde e ainda sou o responsável pelas pickups no pré e pós show que o surfista-compositor teco padaratz faz no mustafá (lagoa da conceição).
mas não é exatamente aquilo que despejarei nas pistinhas deste sábado, ou o que selecionei ontem no blues velvet, que quero apresentar aqui. para este início de fim-de-semana, fique com os vídeos algo oníricos, algo psicodélicos, dos chilenos mkrni (ou makaroni) e kinética(desencuentro/señorita robinson, respectivamente)...
e dizer mais o quê? (que hoje se comemora 7 anos da devassa (a festa) no 1007, centro de floripa).


KINETICA "DESENCUENTRO" from Aldo Guerrero T. on Vimeo.

MKRNI - Srta. Robinson from ERROR videos on Vimeo.

no meio de uma semana cheia:

dado que não tenho tido tempo para fazer aquele post "ixperto" que você merece... deixo por aqui uns grooves bacanudos que encontrei por aí e que penso que podem animar seu meio de semana. vamos de dillon francis e diplo com (a cantora) maluca, beatards remixados pelo americano henri steinway (ou clockwork) e, por fim, mas não menos saborosa, miss bolivia com ali gua gua ("re-mixtura" assinada por dash). assim mantenho a constância... e o balaço, claro! 

(aliás, acaba de sair o clipe novo dos beastie boys, não vi ainda, mas como já havia curtido a música, e até postado nas minúsculas, deixo aqui o linkdo vídeo, lá no trabalho sujo)
Que Que Feat. Maluca (192) by Maluca Mala

Tramp (Clockwork Moombahton Remix)- The Beatards by ClockworkMusic

Miss Bolivia feat Ali Gua Gua - Alta Yama (Dash Remix) by Dash Selektor

ela nunca mais foi a mesma:

tenho amigos que publicam ficções em seus blogs (gente como david mattos, que praticamente só faz isso, ou gilvan tessari), eu não. até já arrisquei uns poeminhasaqui e acolá. mas nas minúsculas, nunca apresentei um conto. o que não significa que não tenha me arriscado em textos do tipo. existem as minhas microperetas de bolso (esta canção, por exemplo, faz parte de uma destas minhas investidas litero-musicais), mas outras ficções, embora as crie, jamais mostrei para mais que três ou quatro amigos... 
acontece que, por causa de um conto do mesmo mattos citado acima (este), senti uma coceirinha danada e resolvi postar ela nunca mais foi a mesma, na gaveta há uns cinco anos... taí:
ela nunca mais foi a mesma
havia acabado de chegar em casa e já tirava os sapatos quando sentiu um vento que lhe arrepiou os pêlos do braço. ela rapidamente se levantou e entendeu que havia algo de diferente. olhou a janela e foi aí que se atinou. então correu para fora do quarto e já na porta sentiu nos pés o q…

rock:

daí aparecem os battles com um disco bacanudo... a última vez que rock foi, de fato, relevante, seu apelido ainda era "pós-punk". de lá para cá, coisas incríveis surgiram, claro. mas não tantas... aliás, o que é  relevante ou não em música? a questão não é essa, a questão é que os battles valem a pena. é rock, mas não só. aliás, até prova contrária, rock apenas, sem aditivos, não vale grande coisa em 2011. nem valia em 2001. ok, em 1991 até se poderia dar um desconto, de todo modo, o estilo só está vivo de verdade por causa dos "crossovers" com rap, maracatu, funk, jazz, eletronica, reggae, afrobeat, etc (herança pós-punk)... existem exceções, sim, o arctic monkeys, é uma delas (o foo fighters não). 
no caso dos battes, sua mistura amalgama tantas possibilidades estilísticas, que vez ou outra nem parecem rock... mas é. aliás, o vídeo de ice cream, single do novo, gloss drop, serve perfeitamente de metáfora para o raciocínio aí de cima: é lindo, ainda que seja uma es…

uma manhã fria, mas cheia de sol:

hoje, pela manhã, caminhei pelas ruas de barreiros, são josé (grande florianópolis). fazia frio, mas havia um sol aconchegante. andando sem rumo, passei por um lugar pelo qual não passava há anos, a casa em que viveu um amigo. 
tinha 20 anos em 1997. fernando, que era aquariano como eu, fazia aniversário alguns dias antes de mim e tinha 19. nos conhecemos uns dois anos antes. fizemos muitas festas juntos. se um dos dois ficava com uma garota, se esforçava para "arranjar" uma amiga dela para o outro... foram muitas histórias madrugada adentro.  mas  a noite de que quero falar é outra. 
o frio não estava tão poderoso naquele sábado de 97. fomos para a lagoa da conceição. rachamos a gasolina do escort da mãe do jeffinho (no toca fita, de tudo um pouco: de radiohead a cassia eller). éramos três casais apertados no carro, cada qual com a sua garrafa de vinho. a lua cheia deixava o boulevard, antigo point da lagoa, ainda mais atraente — ao menos pra mim. seguimos para a joaquina. na…

avalanche tropical:

não por causa do frio que tem feito nos últimos dias, embora também seja (sim, deu umasaudadinhado verão), resolvi falar a respeito de algo no qual esbarrei por acaso: avalanche tropical. mas o que seria? uma cena? um blog/tumblr? selo? produtora? tudo isso? talvez, provavelmente. acontece que, como estou produzindo a estreia de meu novo show (agende-se: 29 de julho, na célula), e precisava fazer um release a respeito do que apresentaremos (eu + o bonde vertigem) passei parte do dia pesquisando algumas nomenclaturas possíveis para diferentes levadas eletrônicas produzidas a partir de lugares como luanda, belém, bogotá, rio de janeiro, mas absorvidas e reprocessadas por artistas daqui, dali, de qualquer lugar... gente como os já citados banda uó, buraka som sistema, andré paste, joão brasil, entre (vários) outros. bom, daí que, através de minha busca, encontrei a avalanche tropical.
achei a idéia divertidíssima, de nomear uma cena assim - através de uma alcunha meio arrevesada... coisa …

bruno walpoth:

o artista plástico italiano bruno walpoth constrói esculturas em madeira. seu trabalho é bastante realista, mas tem algo de metalinguístico... fico aqui imaginando como deve ser interessante ver (e tocar) seu trabalho ao vivo.


sexo, mentiras e videotape:

dos meus filmes preferidos, existem aqueles que tenho vontade de rever. costumo fazer isso há anos, por exemplo, com harry & sally (when harry mets sally, 1988) de rob reiner. neste fim-de-semana assisti ao poderoso sexo, mentiras e videotape (sex, lies and videotape, 1989), debute de steve soderbergh (que assina roteiro e direção). foram seus créditos finais que me fizeram pensar: tenho que rever isso. 
diálogos e mais diálogos costuram um jogo adulto de mentiras, tédio e sexo. isso registrado através de um olhar direto, sem muitas preocupações de linguagem... infelizmente, a impressão que tenho é de que, soderberg, apesar de acertar em traffic ou, vá lá, onze homens e um segredo, não fez mais nada a altura de sexo, mentiras e videotape... não faz diferença, um grande filme é um grande filme e está aí para ser revisto.

mas há um tipo de filme que temos mais dificuldades em rever, os que são produzidos por aqui. como não temos uma indústria de cinema tão estruturada quanto a norte-a…