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Mostrando postagens de Maio, 2011

banda uó:

eles não são o novo bonde do rolê, mas poderiam tranqüilamente receber um (incômodo?) rótulo destes, pois tem espírito parecido: não se levam a sério e querem se divertir (e assim divertem). a banda uó, de goiânia, lançou apenas duas faixas-vídeos, mas já tem moral no mundinho balada-blog-chic-freak por unir ironia kitsch e tecno-bregra (há ainda uma pitada de um humor que pode ser chamado de gay, se é que existe humor gay, claro...). eu gostei. mas como gostei também do fato deles terem colocado no youtube uma versão à capela de mal acostumado (aquela do araketu), penso que talvez minha opinião não deva ser levada muito a sério...

domingo com os amigos (ou sobre felicidade):

a gente tende a valorizar um montão de coisas na vida, dinheiro, principalmente - e não sem (alguma) razão (principalmente quando ele falta, e em casos como o meu ele sempre falta). mas, em algumas ocasiões, como hoje, a gente percebe, enquanto as coisas estão se desenrolando, como podemos ser felizes com as coisas mais simples, divertidas e gostosas que se podem viver com pessoas que amamos... um almoço, seguido de comes e bebes e conversa "jogada fora" tarde a dentro, na companhia de gente querida e inteligente, pode ser não apenas divertido, mas pleno de "felicidade". não aquela grandona, dos sonhos de um futuro que talvez não chegue, mas uma menos glamurosa (e não menos importante). uma como a que canta odair josé em a noite mais linda do mundo...
este textinho é como que um beijo nos amigos queridos, todos. nos que vi hoje e nos que não vi. e também naqueles que não mais verei. mas principalmente em um, que após passar por um grave problema de saúde nos brindou…

odisea:

coisas distintas mas igualmente belas ou algo do tipo, seria um bom modo de começar este post. a idéia inicial era falar dos discos que tenho ouvido, apresentar algo como uma lista curta. enumerar predicados. coisa rápida. espécie de dica de coisas diferentes... iria começar falando da incrível coletânea que o (produtor e dj) joe claussel acaba de lançar - hammock house: africa caribe (muito muito bom!) - e seguiria elogiando parte do novo de adriana calcanhoto, mas sobretudo sua iniciativa de se juntar aos bacanudos alberto continentino e domenico lancelotti em seu (recém lançado) micróbrio do samba. citaria também o delicioso ep de covers (impressions) que mayer hawthorne acaba de colocar na rua e a poderosa atmosfera de sancity do mapuche (ou isaac varzim). mas este não é o post que desejei inicialmente. desde que descobri, ao acaso, o trabalho do chileno alex anwandter, ou odisea (como ele assina), não pude deixar de querer dividi-lo com os amigos...


seu trabalho de estreia, homôni…

não é tão simples quanto pensa:

nem sei se tenho estômago para falar do modo como a polícia paulista agiu recentemente. não estive lá. mas digo isso por viver em uma cidade em que ela (polícia) não age de modo tão diferente quando "protestos", quaisquer, acontecem. de modo geral a polícia não é preparada para pensar e isso provavelmente deve fazer parte de sua formação. militar pensa? digo no seu ofício, claro. não, né?! não pensa. é aquele negócio: age. é treinado para agir e agir, muitas vezes, com violência... dizer isso não significa que não se deve, também, responsabilizar a polícia neste ou em outros casos. mas a questão aqui é outra.
quem pensa é intelectual ou quem trabalha com informação. ou quem lhe tem acesso... indies são um grupo heterogêneo formado por universitários, jornalistas, artistas, dentre muitos outros. são fãs de um tipo de música que pode ser classificada como "menos comercial" (se comparada com aquelas que dominam o dial das fm's). ou seja, são, ao menos teoricamente,…

ruslan lobanov:

a sutileza certamente não é uma das características das fotos de ruslan lobanov, mas isso não significa que exista menos beleza no trabalho do artista ucraniano. são tantas as bonitas imagens dele, que ficou até difícil fazer uma seleção para as minúsculas... mas fiz... 

meus discos preferidos - wild!:

talvez ninguém entenda, mas vou contar mesmo assim: eu tinha treze anos, uma vida que odiava e uma família muito estranha (meu padastro era um alcoólatra cretino que queria que eu sumisse e minha mãe precisava resolver as coisas importantes - grana e aquelas questões todas que os aquarianos acham chatas). estava em chapecó, uma pequena cidade do oeste catarinense na qual não gostaria de estar e em que não conhecia quase ninguém. amigos? apenas um (mas que conheci pouco depois). apanhava (quase) todos os dias na escola (PELAMORDEDEUS, não me venham falar em bulin) e juntava todos os trocados possíveis para poder assistir aos domingos aos filmes (quaisquer) que passassem no único cinema dali. VOCÊ NÃO ENTENDE, provavelmente, o que era para mim ouvir aquela gemedeira triste de blue savannah do erasure no rádio. era lindo. era bonito demais. nunca chorei ouvindo aquilo. nunca me interessei em entender a letra, era uma coisa maior que letra, que a música, era uma espécie de lamento maior d…

jornal nacional:

o jornal nacional da rede globo é, ainda que não se goste disso, uma das principais “janelas” de informações a que a população brasileira tem acesso. é possível dizer que é a partir dessa janela/recorte que se constroem e reconstroem grande parte das opiniões-discussões dos nossos concidadãos — aquelas conversas de bar em que o “povo” esculhamba o monstro da vez (richthofen’s, nardoni’s, wellington’s) e os políticos de sempre (os mesmos em que costuma votar) ou comenta o campeonato de futebol e a morte do terrorista... o jornal nacional não é imparcial. nunca foi e não será. nem há como ser, embora se venda assim. mas o “cidadão comum” sabe?
pois nesta última sexta-feira, dia 13 de maio, o senhor william bonner e a senhora fátima bernardes iniciaram a apresentação do programa “denunciando” que o ministério da educação havia escolhido um livro para o ensino de língua portuguesa que, segundo o tom da matéria, não seria o mais apropriado. e o que haveria motivado tal abordagem jornalíst…

the bird and the bee:

depois de uma pausa para se dedicar a maternidade-paternidade (sim, eles são um casal), o duo norte-americano the bird and the bee volta aos palcos - dia 4 de junho. entre os meus discos preferidos lançados no ano passado, está interpreting the master volume 1 (como já havia dito aqui), álbum no qual homenageiam hall & oates. infelizmente, o disco teve divulgação diminuta por causa da gravidez dela (fizeram poucos shows e nenhum vídeo clipe - uma pena!)... com essa volta aos palcos e a promessa de material novo para o segundo semestre, não há mais motivo para o lamento dos fãs.


(os vídeos abaixo são dos singles extraídos do último trabalho de estúdio da dupla, ray guns are not just the future - 2009)

Diamond Dave from The Bird And The Bee on Vimeo.
My Love from The Bird And The Bee on Vimeo.

Love Letter To Japan from The Bird And The Bee on Vimeo.

inconstância:

se esta fala fosse um vívido e fragmentado espelho do que tem ido por dentro de mim nos últimos dias, ficaria feliz. não é. mas não há motivo para que me entristeça com isso, claro. ando lendo capote - uma biografia, de gerald clarke (ed. globo, 1987 - tradução de lya luft e orelha de caio fernando abreu) e isso tem me deleitado e tomado algumas das minhas horas livres, talvez seja esse o motivo de eu não ter feito aqueles textos mais longos que havia me proposto para esta semana. a questão é que tenho coisas importantes para fazer e adio e adio e adio e isso não apenas não se resolve como ainda me consome de culpa (êta, nós!). isso aqui não é diário das minhas amarguras, sei, mas às vezes pode acontecer... sorry. 
de todo modo, as minúsculas ganharam um concorrente na minha atenção: o tumblr. fiz um mini-blog em que compilo vídeos-canções de que gosto, coisa bem mais rápida-prática (e inútil, também) que fazer posts reflexivos sobre o que quer que seja... a quem interessar possa, é aq…

neomorphus:

neomorphus é o título do curta em stop-motion que a produtora brasileira animatorio (que assina direção e produção) acaba de lançar. a partir do meu encantamento com o projeto, surgiu o desejo de trazer aqui não apenas o filme, mas também seu making-off. neo-mórfico, como talvez possa ser chamado, concilia delicadeza e poesia com uma certa morbidez... vá lá, pegue seu café e delicie-se.


(vale cada segundo!).


Neomorphus from Animatorio on Vimeo.


Neomorphus Making Of from Animatorio on Vimeo.

saliente:

hoje é quinta-feira de saliente! - uma festa sem vergonha. por essas e outras, meu lema esta noite será "diversão sem pudores, alegria sem freio" e um viva ao hedonismo cínico! (como bem dizia a rita lee nos 70's: que ditadura que nada, eu vou é tomar um ácido!)
meu amigo gustavo monteiro (a.k.a. zé pereira a.k.a. gustavo vésper a.k.a. gus-rabugenteiro) preparou esta animada mix tape com uma hora de trilha para "putaria" saliente... putaria, me perdoem, é uma palavra que adoro e que uso da maneira que me convém - mas que neste caso é sinônimo de festerê.
(a lista de canções inclui desde dj chernobyl à portishead...)

Saliente (na pegada do Osama mixtape) by gustavo-monteiro

uma pequena reflexão:

um papa e um terrorista dividem as manchetes deste começo de maio de 2011. ambos mortos. ambos donos de grande carisma. os dois religiosos— sim, o terrorista também era fervorasamente religioso e agia em "nome de deus"— tinham em comum a ligação com os u.s.a.. o polonês foi aliado dos norte-americanos na luta contra o comunismo, enquanto o paquistanês, embora tenha se associado a mesma gente durante certo período (e pelo mesmo motivo), ganhou notoriedade como seu inimigo público n°1. curioso que um destes presidentes populistas da américa do sul, capacho norte-americano desde muito, tenha se manifestado dizendo que a morte de um foi o primeiro milagre do outro (após sua "beatificação"). no fim das contas, me perdoem os mais sensíveis, havia poucas diferenças entre ambos: eram homens políticos movidos por suas crenças, que os faziam dispostos a passar por cima do que quer que fosse para defender aquilo que acreditavam ser "o melhor". joão paulo II dirigiu …

sérgio sampaio:

sérgio sampaio é um caso à parte dentro do cenário da música pop(ular) brasileira. embora tenha tido um hit, não foi um "sucesso comercial". gravou pouquíssimos (e ótimos) discos e não viveu tempo o suficiente para assistir ao surgimento de uma geração que, como ele, não apenas teve que aprender a se virar sem gravadora e sem apoio da grande mídia, mas que descobriu maravilhada suas canções (ácidas, tristes, melódicas). até se transformar em um de meus compositores preferidos, houve um longo tempo... perdido (para mim, claro). o primeiro contato com sua música aconteceu com o lançamento do disco tributo idealizado por sérgio natureza (balaio do sampaio, 1998). embora gostasse de algumas daquelas faixas, achava seu trabalho, de modo geral, próximo demais de algo que nunca me interessou: algo como um hippiesmo-brasuca-tardio.
com o tempo, fui (re)descobrindo as poderosas melodias e letras do autor e, apesar da "obra" pequena (são três álbuns em vida + 6 compactos (s…