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Mostrando postagens de Março, 2011

warhol & festas, festas, festas:

tenho um livro sobre warhol. ganhei há alguns anos do amigo gustavo "rato" ramos, mas só agora lhe dei a devida atenção... daí lembrei dos vídeos da exposição warhol tv, que esteve no rio de janeiro no início do ano, e de shameless, um b-side (de 1993) dos pet shop boys, e pensei em como ela provavelmente agradaria o artista. não esqueçamos que foi warhol que ajudou a construir este modelo denoite (& festas) que até hoje nos serve...
sou um hedonista, admito. às vezes acho que a grande sacada de andy warhol foi fazer  com que isso, de ser hedonista, parecessea única coisa razoável na vida. será? sei lá, daqui uns vinte minutos posso mudar de idéia... talvez não, mas é provavel que no fim da noite de hoje (quando voltar do blues) repense a questão.

-m- (mathieu chedid):

mathieu chedid, ou -m- (nome adotado pelo artista), é hit na frança desde fins dos anos 1990. mas fora dali é lembrado mais por sua participação na trilha do filme as bicicletas de belleville  (les triplettes de belleville, frança, 2003), que por seus discos... confesso que não conhecia nada além desta sua canção até recentemente, mas desde então tenho procurado com bastante curiosidade seu "material". é assim, como alguém que divide uma novidade (talvez, para alguns, manjadíssima), que trago para cá algumas das pérolas deste tal -m-.
aliás, para mim, fã incondissional de prince e cure, é por demais fácil amar a música de chedid...






usando arnaldo branco para ilustrar uma questão:

pensei em escrever algo sobre o caso do blog de poesia de maria bethânia (saiba mais aqui e aqui) e sobre como tanto aqueles que a atacaram como que aproveitando a oportunidade para destilar ódio e rancor contra a artista e seus "companheiros geracionais" (caetano, chico, gil...), como o raciocínio de um dos que a defenderam publicamente, jorge furtado (aqui), pareciam parciais demais e não investigaram o que, para mim, parecia mais importante: o papel do ministério da cultura e da lei de renúncia fiscal em benefiício de projetos culturais e em como o caso bethânia tinha mais a ver com um certo tipo de moral dos que podem vs a impossibilidade dos que não podem. se fizesse isso certamente perguntaria: "mas será que a produção da cantora é tão incompetente a ponto de não conseguir patrocínio direto para um projeto que une gente tão bem sucedida quanto maria bethânia e andrucha waddington?". e nem citaria o idiota cheirado (e mal informado) que postou um vídeo-ameaça …

uma confissão:

enquanto voltava para casa no início da noite deste domingo, fiquei deprimido ao ver não apenas a grande quantidade igrejas pelo caminho, mas em notar que todas elas estavam cheias. isso não deveria ser algo razoável de se dizer publicamente, acho. cada um, cada um?!? não deveria confessar isso?!? posso ser mal interpretado, sei, mas me incomoda...
não sou cristão, nem sei ao certo se acredito em deus, e embora acredite que respeito a(s) religiosidade(s) alheias, fico apreensivo ao pensar que a grande maioria da população deste país tem uma relação acrítica com as instituições religiosas que frequentam e em que acreditam. antes que alguém me diga, ora, mas a fé é cega e é assim que as coisas funcionam, me adianto em explicar que entendo essa lógica, mas que ainda assim prefiro acreditar que não deveria ser difícil para a maioria dissociar religião-fé de IGREJA. talvez seja ingenuidade minha, ou romantismo, mas o que é realmente incômodo é pensar em como estas instituições influenciam …

kuduro - fogo no museke:

"chegou fim-de-semana, todos querem diversão..."?!? que tal um "filminho", então?!? apresento nas minúsculas o documentário kuduro - fogo no museke (portugal/angola, 2008), de jorge antónio. acho que pode ser uma ótima oportunidade para quem tiver interesse em conhecer um pouco sobre o estilo (e sobre a vida da maior parte da população daquele país). mais que isso, penso que é possível, a partir do filme, se refletir a respeito de outras manifestações musicais vindas de outras periferias - de belém do pará ou do rio de janeiro, por exemplo... interessante ver que alguns dos intelectuais angolanos que criticam o estilo compartilham um tipo de visão de mundo que poderíamos classificar de eurocêntrica. duvida?!? então, pegue a pipoca e aumente o som...







the jolly boys feat. albert minott:

para animar este começo de semana, que tal um pouquinho de mento (um avô do reggae)+ classic rock?!? é mais ou menos isso que se pode encontrar no fabuloso álbum dos jamaicanos jolly boys com o cantor albert minott, já que o repertório de great expectation é formado por canções bem conhecidas pelo povo indie: passenger (iggy pop), perfect day (lou reed), blue monday (new order) e outras... tem até uma (ótima) versão de rehab da diva junkieamy winehouse! mas chega de blá-blá-blá, o legal mesmo é ouvir o som dos "garotos" (e a incrível voz de mr. minott):



rock in rio:

não consigo conceber que alguém que goste de rock sinta vontade de ir a este novo rock in rio propagandeado pela rede globo... jota quest? capital inicial? guns'n'roses? lenny kravitz? red hot chilli peppers? elton john? metallica? nenhum dos artistas anunciados como atração do festival, é minimamente relevante (destes citados apenas dois talvez tenham sido algum dia). aliás, alguns dos nomes anunciados são de causar repulsa em qualquer um que tenha interesse em rock. penso que nem os roqueiros mais conservadores devem vibrar com os anúncios de tudo de mais inofensivo, comercial e ultrapassado como atração do evento.
claro, em suas outras edições não foi muito diferente, afinal queen, ozzy osborne, erasmo carlos,  james taylor, oasis e outros subiram ao palco do rock in rio quando já não produziam o seu melhor. ainda assim, quando aconteceu no brasil, o festival teve barão vermelho, iron maiden, faith no more, happy mondays, deee lite, foo fighters e cássia eller em seus ápices…

yelle - pinker tones:

yelle e pinker tones são artistas pop de países primeiro-mundistas e estão em plena atividade, mas por não cantarem apenas em inglês não recebem aqui, num país periférico que também não fala inglês, a atenção que seus trabalhos merecem. yelle e pinker tones, oriundos, respectivamente, da frança e da espanha, estão atualmente divulgando seus novos trabalhos (o dela (safari disco club) acaba de sair e o deles (modular) foi lançado em dezembro do ano passado)...
gosto muito de ambos e por achar que suas canções e clipes são tão bons quanto os de quaisquer artistas multiplatinados dos u.s.a. e do reino unido, sempre pergunto "qual o motivo de, de modo geral, no brasil não nos interessamos em conhecer o som de vizinhos como argentina e colômbia, ou em lugares como portugal e angola (que falam a mesma língua que a gente). responda você. mas enquanto ouve-assiste os vídeos dos últimos singles dos artistas... por fim, um detalhe e uma dica: (a linda) yelle resolveu juntar dois clipes em u…

féminissima:

gostei tanto do ensaio féminissima, feito pelo fotógrafo britânico paul schmidt com a modelo camille rowe - para a edição de março da revista (francesa) jalouse - que não tive dúvidas... fiz um post quase idêntico ao que os meus queridos thiagos & cia do aiê fashion colocaram ontem no ar.

(penso que precisamos de beleza, sempre. e ainda mais em um momento como esse - em que somos bombardeados pelas tristes notícias que vem do outro lado do mundo...)

meus discos preferidos - kind of blue + time out:

voltando a idéia de dizer algo sobre meus discos preferidos, eis que chego a dois que, embora diferentes, penso que podem estar juntos aqui. não que haja pouco a dizer a repeito deles. o contrário: já se escreveram livros sobre cada um (e se fizeram documentários também). kind of blue, do grande miles davis, e time out, de dave brubeck com seu (fantástico) quarteto, foram lançados em 1959 e são daquelas obras que são lembradas em todos os seus aniversários. mas não apenas, claro.

decidi trazer os dois de uma vez por pensar que assim, talvez, possa não requentar tantos clichês e desperte a curiosidade de quem não os conhece em ouvir os trabalhos e  ir de encontro a  textos mais completos sobre. os álbuns podem ser baixados facilmente por aí, mas neste caso sugiro a compra dos cd's (os vinis também podem ser importados - o que não é má idéia, embora seja cara...). e sugiro este procedimento, primeiro, por causa da qualidade de áudio (muito superior que ao mp3 - evidentemente) e, segu…

alguma coisa está fora da ordem:

há algumas semanas tento finalizar um texto sobre a desastrada nomeação de ana de hollanda para o ministério da cultura. algo pessoal, como sempre. mas não consigo. difícil amarrar as coisas, não me satisfaço com o que tenho: algo que não vai muito além de um lamento, desta eterna decepção com nossa situação política - depois de tanto trabalho em busca de um  (novo) cenário mais ético para a música no brasil, a presidente da república nomeia alguém com ligação direta justamente como os (velhos) organismos que não apenas se beneficiam, mas que criaram a "porca" situação que temos. triste. muito triste. mas enquanto a coisa "lá fora" se reconfigura desta maneira, "aqui dentro", em santa catarina, tudo continua como sempre foi: muito ruim. e a despeito do esforço de músicos e coletivos locais, que ao longo dos últimos anos vem se organizando e tentando dialogar com o poder público. somos muitos (músicos, compositores, técnicos, roadies, produtores, luthiers,…

chica chica boom chic:

carnaval trankilo: um pouco de praia (com um pouco de sol & um pouco de chuva), um dry martini aqui, um hi-fi acolá, uns contos cruéis na areia (e na rede), mais carmen miranda e mashups carnavalescos fazendo a trilha... agora, enfim, depois dos dias de momo, que comece o ano! ou não, já que, para mim (e essa é uma teoria na qual  ora acredito, ora desacredito) seja mais interessante pensar que o novo ciclo/ano só começa com o período astral de áries  (será? tomara!). enquanto isso: meu coração faz chica chica boom chic...

quinta-feira, pré carnaval:

o trio karibu saltou e está no ar e há algo de muito bonito neste fato. o que será deles daqui um ano? dois? ou nos meses que se seguem? estão começando, são uma banda nova, novíssima. são poucos os registros, mas promissores - e plenos da alegria de quem está se divertindo com o processo... formado por três talentosos músicos - françois muleka, max tommasi, trovão rocha, o grupo ainda não construiu sua estrada, seu público, seu espaço, seu disco. tem tudo para vir, ver, ser visto e ouvido. pode fazer algo de realmente admirável (independentemente de questões comerciais, claro). mas pode não dar em nada. pode ser só mais um, fazendo música mais ou menos boa, mais ou menos difícil, mais ou menos. gosto das possibilidades de som que podem ser produzidos pelos moços e estarei no teatro sesc prainha, em floripa, nesta quinta, véspera de carnaval, para os assistir - torcendo para que eles se construam tão bonitos quanto suas possibilidades no salto, no ar.



dali sigo pro blues velvet, centro…