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Mostrando postagens de Maio, 2010

discotecando no blog:

disco, disco, disco: porque a vida é curta e é agora, porque essa semana tem feriadão, porque é preciso não esquentar e deixar rolar, porque sim, ora!!!

a questão é que adoro disco music e continuarei lhes lançando aqui alguns divertidos hits de uma das fases mais divertidas (e brega e cool) do pop. (como diria tim maia: para dançar, foi feito... para dançar, foi feito...)

aha, tchan!

comecemos com o devastador groove funk da average white band detonando ao vivo seu clássico racha-assoalho pick up the pieces...





pra continuar, nada como a poderosa voz da diva gloria gaynor... neste vídeo ela enche de veneno o hit motownnever can say goodbye, lançado em 1971 pelos jackson 5 (a canção voltaria às paradas nos 80's em versão eletro-disco-gay dos communards, espécie de banda/estratégia política do cantor e militante da luta pelos direitos dos homosexuais, jimmy somerville).




para mergulhar um pouquinho no clima noite/brilho/eletricidade (se é que você me entende...), selecionei o clássico i f…

emílio pagotto (meus amigos são um barato):

durante esta última semana fui até a ufsc rever um grande amigo, o professor de linguística e compositor emílio pagotto - que ali esteve para apresentar a palestra o português que vai distante e o português que vai em nós e a "conferência musical" (pocket show) de platão a derrida durante a 4° semana acadêmica de letras. emiletas, como o chamo já há muito, vive há dois anos em são paulo (leciona agora na usp) e continua sendo, como ele mesmo se define, low profile, por isso (e por outros motivos, claro) é possível que você, meu leitor (se o tenho), jamais tenha ouvido falar em seu nome...
durante os cerca de 15 anos em que viveu aqui, o músico construiu um igualmente fabuloso e (quase totalmente) desconhecido repertório (solo e) em parceria com o violonista luiz canela (hoje na felixfônica), que veio dar no show cumbuca de camelô (apresentado na capital nos longínquos anos de 2004 e 2005), criou alguns ótimos musicais (parte deles inéditos - paraíba woman encenado por paulo …

roubo:

resolvi roubar um trecho do poema sina disponibilizado por seu autor, chris scheiner, em seu blog. sei lá, é o trecho que me serve agora...
(o poema inteiro pode ser lido aqui)

tudo o que se tem passado pelos passados que nos passaram ainda não é mais forte que o futuro-ouro

(ah, a imagem acima é de martha dias)

ritchie:

até dois anos atrás, quando ouvi o disco vôo de coração pela primeira vez, pensava como um jornalista retardado que ao entrevistar (o cantor e compositor)ritchie sugeriu que ele seria uma estrela de um hit só - menina veneno, claro... a partir da audição do primeiro e mais bem sucedido álbum do músico, comecei a pesquisar a seu respeito e descobri, por exemplo, que o maior êxito do inglês foi gravado de forma independente (e em seu pequeno apê) até ser distribuido pela poderosa cbs (hoje sony-bmg) e que ritchie (que até então vivia com o que ganhava dando aulas de inglês) foi o maior vendedor de discos do país em 1984 (superando roberto carlos - há quem sugira que o rei foi responsável por uma espécie de sabotagem da cbs, gravadora de ambos, no trabalho seguinte do músico).

no mais, resolvi discotecar no blog alguns hits oitentistas, com seus indefectíveis vídeos, do autor de pérolas como casanova e a vida tem dessas coisas (minhas preferidas). é legal notar como ao conquistar mais es…

jessica stam por solve sundsbo:

lembro de, há alguns anos, em conversa com alguns amigos da área da literatura, ouvir algumas críticas ao dizer o quanto gostava de folhear revistas de moda e me deliciar com seus ensaios (não todos, claro, mas parte deles) e de como isso, para mim, às vezes era tão excitante quanto visitar uma exposição. daí nossa conversa chegou as influências (benéficas ou não) da pop-art nas artes contemporâneas (e o quão desgastados e equivocamente usados são, hoje em dia, os conceitos que nortearam aquele movimento artístico) e blá-blá-blá...
conto isso porque ainda adoro ensaios de moda e tenho encontrado alguns muito bonitos no blog aiê fashion. é este o caso do editorial da revista vogue da itália, em sua edição de novembro de 2008, feita pelo fotógrafo norueguês solve sundsbo com a modelo jessica stam... lindo.



ilha 70:

não nasci em florianópolis e nem conheci o que a cidade foi na década de 70 (nem poderia, né?!?), mas (ou por isso mesmo) acompanhei com grande interesse a exibição do documentário ilha 70, produzido pela vinil filmes - com direção de marco martins e loli menezes, durante alguns sábados (pouco antes do jornal do almoço) na rbs tv. o mais bacana é, e como é sempre quando um trabalho deste tipo é bem feito, que o filme pode fazer a gente refletir sobre a cidade que vivemos hoje... mas não apenas, por exemplo: ver jorge bornhausen ao lado de figueiredo durante a novembrada é algo que, no mínimo, deveria fazer qualquer um pensar duas vezes antes de decidir seu voto em outubro próximo (aliás, foi através dos curtas desterro e novembrada, ambos de eduardo paredes, que conheci dois episódios fundamentais para entender a história do lugar em que vivo).
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(a foto que ilustra o post é do acervo de luc costa e tirada da esquerda festiva de ulysses dutra)

três coisas distintas (ou possibilidades para dias cinzas e preguiçosos - ou como distrair a mente da ressaca):

(talvez o post em si seja mais curto que seu título)

jimmy corrigan - o menino mais esperto do mundo (quadrinhos na cia. - desdobramento da cia da letras, 2009 - o original é de 2000) de chris ware é um livro estranho, nem cheguei na metade e já posso garantir que não é nada daquilo que imaginava quando o escolhi como leitura - por esse e por vários outros motivos (como o fato de ser apontado como um dos melhores lançamentos da história dos quadrinhos) vale muito a pena.
uma canção ótima para um dia como este que chegou ao fim é only the wind dos pet shop boys. não a ouvia há algum tempo e foi reconfortante voltar a sua melancólica melodia e letra (algo) esperançosa...
para terminar um domingo como este, penso, nada como um livro, uma canção e (embaixo do cobertor) um chocolate quente...

rosebud ep:

baix'aqui!


eis que, com quase dois dias de atraso — muito por causa da (poderosa) chuva de terça-feira (que me deixou mais de 24 horas sem internet e isaac varzim, que masterizava o material, sem energia elétrica), disponibilizo meu novo trabalho na rede. pode baixar a vontade — e passar adiante. ponha um link no seu blog. fale bem, fale mal, pouco importa, pois estas canções estão aí para serem ouvidas.

rosebud ep reúne 4 músicas diferentes, gestadas em períodos, condições e estúdios (e com parceiros) distintos, mas que, penso, e aí se você ouvir o material poderá ou não concordar comigo, tem uma certa atmosfera que as une... falemos delas:


rosebud, a faixa título, foi gravada e lançada em 2008, ela fazia parte do disco pare de não fazer sentido ou (ainda) para poucos, e por insistência do meu amigo alexandre sucupira, que quer fazer um seu vídeo-clipe (o rodaremos em junho), acabei por lhe dar uma versão um pouco diferente da de dois anos atrás (mas lígia estriga continua dividindo…

um post de passagem:

na verdade não há tempo o suficiente para refletir a respeito daquilo que gostaria de dizer e, não podendo fazer essa reflexão, me sinto inseguro ao opinar sobre o que pode vir a se tornar apenas um blá-blá-blá a respeito de um assunto espinhoso (hum... como se já não o fizesse, né?!? talvez por isso mesmo...). por essas e outras digo nada sobre a seleção brasileira de futebol escalada por dunga (já disse, de certo modo, aqui e aqui e aqui), nem a respeito do corrida eleitoral ou sobre a presença brutal, desproprocional e política da polícia no centro da capital catarinense durante manifestação estudantil contra mais um abusivo aumento nas passagens do transporte público, semana passada - por mais céticos que nos tornemos, é preciso fugir da indiferença a este tipo de acontecimento (e não posso deixar de citar o caso do motoqueiro morto na frente da mãe, em são paulo). ainda poderia discutir a possível reforma na lei brasileira de direito autoral ou tudo isso (ou pensar sobre o que li…

vitor ramil - délibáb:

há cerca de um mês baixei o último de vitor ramil, délibáb. fui o ouvindo e pensando, desta vez, ao contrário do que fiz com seus dois álbuns anteriores (longes - 2004 - e satolep sambatown - 2007), vou lhe dar tempo antes de julgar precipitadamente o que certamente foi produzido com esmero. dito e feito, não me arrependi. há duas semanas, quando o correio trouxe o cd aqui em casa, já havia me apaixonado por algumas de suas canções e, então com álbum e o dvd (documentário) que o acompanha, pude me entregar às suas 12 melancólicas faixas.
lembro de, em algum lugar, ler (e se não me engano foi pedro alexandre sanches quem escreveu) algo como hoje em dia um artista tem que ter um motivo MUITO BOM para lançar um álbum apenas com voz e violão. talvez lucas santtana tenha tido - ao colocar no mundo seu sem nostalgia (2009). vitor ramil, por mais que confiasse em seu bom gosto, me deixou com medo quando soube do modo como fora gravado este délibáb... agora, depois de seguidas audições, posso …

agendinha:

nesta quarta-feira tem projeto quarta de choro no vecchio com o quarteto ginga do mané. a idéia é reunir quem gosta de música instrumental brasileira de qualidade e de boa companhia (sim, toda quarta: gente bacana passa por ali!).
o dia seguinte terá a 1° mostra de vídeo clipes catarinenses na célula. idealizado pelo baterista e percussinista (da sociedade soul) andré fm, o projeto vem gerando muitas adesões intusiastas de bandas e videomakers de todo estado (a entrada é franca!).

não tão longe dali, na mesma noite, no vecchio, acontece o lançamento do primeiro disco da banda quem diria maria, liderada por um dos mais queridos músicos da cidade: allende. com mais de 15 anos de carreira, o cantor/compositor, que já tocou com muitos nomes do pop local, nas casas mais distintas, nos estilos mais diferentes, reúne dazaranha(a produção do álbum ficou a cargo do vocalista do grupo, gazu), nelson vianna (ex-bandit - dentre outros), gabeira e os filhos da mãe e outros para uma festa que tem tud…

sophie calle:

no início deste ano estive uns dias no rio de janeiro e lá, dentre outras coisas, aproveitei para visitar (no mam) a exposição cuide de você (prenez soin de vous) de sophie calle. a artista, uma provocadora que chegou a registrar para um projeto os momentos finais de sua mãe, fez de uma mensagem de rompimento o ponto de partida para cuide de você. quando seu então namorado, o escritor grégoire bouillier, lhe enviou por e-mail algumas mal engembradas desculpas para encerrar a relação, a francesa, ao invés de alguma atitude mais comum (ligar para uma amiga e cair no choro), resolveu pedir a outras 104 mulheres (mais duas marionetes e 1 cacatua) que lhe ajudassem a interpretar a missiva...

a exposição, que, sinceramente, não queria ir ver, é a cara do mundo em que vivemos, em que o privado e o público se confundem (olha esse blog aí gente!). claro que calle coloca isso em questão, e que parte da graça deste projeto é pensar e não pensar essa discussão - na inglaterra, segundo matéria de u…

alckmar luiz dos santos (meus amigos são um barato):

há muito o que se dizer e que se fazer, pois (e/ou mas) minha vida continua uma correria. bom, mas por enquanto, aqui, digo, ainda que brevemente, que me orgulha chamar alckmar luiz dos santos de amigo. o conheci em 1999, em uma festa organizada pelos calouros de letras português da ufsc (eu nem fazia o curso ainda, fui de convidado), e lá pelas tantas estávamos os dois, no centro de uma roda, contando piadas de humor negro. daí pra frente, nos aproximamos e, junto a outros amigos, organizamos encontros/saraus/jantares. foram muitos, alguns, inclusive, regados a bons vinhos (foi alck quem me iniciou nisso de fazer da bebida motivo de uma boa conversa em torno do preparo de uma mesa). ele seria meu professor alguns anos depois, mas quando isso aconteceu, já havia aprendido muito em sua companhia. não o via há alguns anos até nos reencontrarmos, por acaso, na saída do cinema, dia desses... espero poder agora, depois de todos os pós-doutorados europeus possíveis, reencontrá-lo mais vezes…

sobre várias coisas:

ou sobre coisas várias:

meus últimos dias tem sido cheios e ainda carregados de culpa, por não fazê-los valer mais do que poderiam. isso porque tenho um caminhão de pendencias para resolver. mas a vida é assim.

quero falar do último dovitor ramil aqui, mas penso que é melhor dar tempo ao álbum (e a mim, para absorvê-lo). sobre entre amigos, de rosa passos eron carter, indicado a mim pelo produtor felipe melo, falo agora: quase ruim. isso pela falta de criatividade. sobra qualidade técnica e domínio musical. falta algo que o tire do nhém-nhém-nhém geral, ou da mera repetição bem produzida. por favor, me digam, a quem interessa uma regravação de garota de ipanema?!? à ana lontra jobim, que administra (com punho de ferro) os royalties de seu compositor?!? e pra quê tanta regravação de canções do repertório do joão gilberto?!? há umas harmonias diferentes, ok, mas e daí?!? rosa passos canta divinamente, toca violão tão bem quanto joão, mas devia se arriscar, depois de tantos anos de carrei…

dois filmes num sábado:

sábado à noite fui ao cinema assistir alice no país das maravilhas (alice in wonderland, 2010). gostei. mas não muito. valeu a pena ter saído de casa, pegado fila, pagado caro?!? valeu. mas não muito. vale pela pirotecnia 3d, e só. a questão é que, me parece, tim burton devia "dar um tempo" e (só) voltar quando tivesse algo - de fato - a dizer. no fim das contas, o equivoco é de quem (e nem era bem esse meu caso), espera que um filme da disney, com tanto dinheiro envolvido, seja realmente bom. e olha que ignorei ao máximo essa mini histeria marketeira que se apoderou de todos nos últimos meses...
mas o sábado não tinha terminado. voltei pra casa e, jogado no sofá, assisti ao delicioso o homem que amava as mulheres (l'homme qui aimait les femmes, 1977), de françois truffaut. ok, não havia expectativa nenhuma de minha parte. não havia marketing maciço. não havia fila e nem um ingresso pago (aliás, nem pagar pelo dvd paguei - foi presente de aniversário). bom, mas havia uma …