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Mostrando postagens de Fevereiro, 2010

rita lee: on the rocks - ou patrícia lima (meus amigos são um barato):

o texto abaixo, fiz para a última edição (de aniversário) da revista catarina. o escrevi como espécie de homenagem a rita lee e, claro, (também) a patrícia lima, principal responsável pela revista... daí meu susto, e desapontamento, quando não o encontrei na publicação. deixei pra lá, não disse nada. mas, conversando com ela, durante esta semana, descobri que meu texto, não sei porque cargas d'água, se perdeu na caixa de imeiu da editora da catarina. patricia nunca o leu.
poderia falar mais sobre patrícia lima e seu trabalho, mas penso que desta vez, na série meus amigos são um barato, este pouco aí de baixo já é o suficiente.
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rita lee: on the rocks

Eu lamberia a maçaneta que ela tocasse e faria parte do backing vocals só pra cantar o tempo todo “shoobedoodaudau". E aí, de quatro, no ato (pois, Bwana, Bwana, seu desejo é uma ordem!), se tivesse que fazer a ingrata escolha entre seus discos e os dos Mutantes, não teria dúvidas: Rita Lee. yeah, yeah, yeah!

Rit…

festa:

hoje tem plastique no jivago lounge, centro de floripa, e eu discotecarei lá. a festa, produzida há dois anos por isaac varzim e angelina capella se tornou um dos mais interessantes, e divertidos, pontos de encontro da noite da ilha - toda quinta é possível encontrar por lá alguns dos agentes da música, da vida noturna local... mas isso, no fim das contas, nem é tão importante quanto o fato do clipe de sometimes do superpose (banda que o senhor varzim divide com dona felitto, ou a senhora varzim...) estar sendo lançado. o vídeo está não apenas bonito, mas muito bem produzido, e tem direção de ju baratieri e direção de fotografia (do grande) marx vamerlatti. confira, entonces....





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e amanhã, sexta-feira, sou o dj da noite no vecchio giorgio, na lagoa, e pretendo fazer desta a festa do mash mash mash...





sim/não:

gostaria de dizer duas coisas sobre a samambaia sound club. digo uma apenas: após 7 anos juntos, já não faço mais parte da banda. a outra notícia seria a de que aqui estaria um link para quem quisesse baixar o disco novo, sim/não. mas como não chegou-se a um consenso sobre sua disponibilização por agora, espero para fazê-lo quando o disco físico chegar da fábrica...
o (longo) período de gestação do novo álbum foi muito difícil para a ssc, dele surgiu um disco que nos enche de orgulho... e muito desgaste. natural. agora é com os meninos, que continuem firmes e fortes e que tenham sucesso nessa nova etapa.
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a samambaia surgiu em 2003, mas ao longo daquele ano mais se preocupou em construir um repertório que com mostrar "sua cara" (no período inicial foram apenas 3 aparições - "abrindo" shows de outras bandas). a partir de 2004, foram muitas iniciativas e conquistas: estreamos um show (pronta pro assunto) e um projeto dos mais felizes, samambaia convida …

cole porter:

a primeira vez em que ouvi algo de cole porter, tinha pouco mais de 14 anos e não, não era nenhum moleque precoce que ouvia jazz ou algo assim (quem dera). em fins de 1990 havia sido lançado no brasil o primeiro álbum e home video do que viriam a ser as iniciativas da red hot foundation em angariar fundos para financiar pesquisas em favor de pessoas infectadas com o vírus da aids. nos anos seguintes outros tantos discos seriam lançados pelo projeto, alguns com ótimas faixas. o primeiro, com releituras de músicas do compositor em versões de alguams estrelas pop de então recebeu o nome de red, hot + blue (lembro de ouvir entediado nomes como neneh cherry e tom waits, e me deliciar com erasure e annie lennox). só alguns bons anos depois pude, realmente, dar a atenção devida as maravilhas de porter.

quase dez anos depois, em minha fase doencinha joãogilbertiana, passei a ouvir vorazmente canções como night and day, you do something to me (gravada belamene pelo baiano) e begin the beguine e…

auto retrato ou inferno astral com atraso:

muito porque a internet está LENTÍSSIMA, resolvi colocar aqui, ao invés d'um outro texto com links, vídeos e imagens, apenas um poeminha/letra de música sem música... coisa achada numa caixa velha. ______________________


fiz um auto retrato e fiquei mal na foto
e ao fundo a cidade, seus carros e motos em vias
rasgadas de negro e de fios luminosos
e ao largo a cidade-destroço tão cheia e assim mesmo vazia
engolida e lambida por um mar vermelho
que engole os joelhos de suas meninas
tão lindas caladas ― suas falas e nada, iguais
e eu não quis me calar mas jamais, jamais disse nada
silencio: a noite, a rua e um grito
num novembro eterno e triste, eu fito o que
não se vê e era sonho e eu sonhei que tu estavas tão fria
e te vi e uma chuva gelada cortava uma cara
fingia, que não era a minha e enfim, para quê? fiz um auto retrato e carreguei nas tintas

no balancê:

gosto de carnaval. mas não exatamente desse que está aí, nas ruas. gosto mais de um carnaval que só existe na minha cabeça, o carnaval da minha infância, quando minha mãe me vestia de pirata, palhacinho ou algo assim, e eu saia cantando com a garotada nas matinês dos clubes.

sábado caí na folia em porto belo, mas não tinha nem comparação, até o repertório deste ano está pior... e note que não sou nenhum saudosista, mas não dá pra comparar a música de carnaval de agora com a do começo dos 80's - aquela que mais canções deixou em meu imaginário é também a maior estrela do período (a ivete sangalo da época - e a minha preferida): gal costa.

(sou eu na foto aí de cima... já em 85, cercado de moças bonitas)





é sempre mais difícil ancorar navios no espaço:

foi no início do ano passado, quando a samambaia sound club fazia uma temporada de shows no vecchio giorgio na lagoa da conceição e aproveitava o verão para definir as canções que entrariam em seu segundo disco (sim/não), ainda a ser lançado, que antes do verão ganhou o arranjo com que foi registrada. a música de marco antônio jaguarito, com letra de fábio brüggemann, é inspirada no poema recuperação da adolescência (de cenas de abril, 1979) de ana cristina césar - é sempre mais difícil / ancorar navios no espaço, me ganhou desde a primeira audição...

mesmo ainda não lançada oficialmente, recentemente alguém da ssc a enviou ao jornalista marcos espíndola e este a executou em seu programa de rádio, paredão contracapa, o que me fez ouvir alguns elogios de conhecidos sobre a canção e sua letra (antonio rossa foi um dos que se manifestaram)... embora tenha ficado feliz com os comentários, tenho que confessar minha inveja por não ter nenhuma participação na composição sua.

há que se citar a…

um navio no espaço ou ana cristina cesar:

vi, há pouco mais de uma semana, no teatro oi futuro de ipanema, no rio, um navio no espaço ou ana cristina cesar ― peça escrita por maria helena kütner baseada em textos da poeta (com dramaturgia de walter daguerre). saí de lá feliz em ver que a abordagem de sua obra (e de sua vida, e é possível dizer que ambas se atravessaram) foi pertinente em quase todos os momentos. primeiramente, havia a boa interpretação de paulo josé e de (sua filha e co-produtora do espetáculo) ana kutner (na verdade, quase nunca me sinto a vontade em julgar o desempenho de um ator, mas ali, e na companhia de amigos que são de teatro, senti autoridade para afirmar o que afirmo). além, havia também, a boa montagem: cenário simples, mas de muito bom gosto, condizente com a abrangência subjetiva do tema, e as intervenções das projeções áudio-visuais que enriqueciam a experiência da platéia. quem, como eu, já era admirador do trabalho ana c., penso que deve ter saído satisfeito.

infelizmente, um dado biográfico om…

love:

aqui é assim, gostei: copiei (mas dou a fonte, né?!). tirei daqui e daqui, o material da revista love (a famosa revista que um dia colocou beth dito nua em sua capa)... diz aí, é ou não é uma beleza?!? (as fotos)
ah, o thiago é um amigo querido, mas ainda não me deu uma bermuda das que ele mandou fazer para si (lindas) de presente de aniversário (o aiê fashion blog é uma dica que eu queria dar há algum tempo).

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outra coisa: o post aí anterior está com "defeito", era para vir acompanhado de um comentário, mas não sei porque diabos, não consigui colocá-lo no ar... (por isso, lá vai: enfim, um sujeito para misturar o som "sofisticado" do maestro moacir santos com o neo tamborzão multiplatinado do black eyes peas, ou para fazer roqueiros xiitas chiarem com uma versão axé dos ramones, e deixar tudo isso dum jeito irrestível pra dançar, só pode ser alguém muito talentoso! - mais: joão brasil é o mais tropicalista dos tropicalistas do século XXI, pois além…

joão brasil:

tenho dois textos sobre ana cristina cesar para escrever, e disponibilizar aqui. mas estou de ressaca e como praticamente não dormi nas últimas 24 horas (isso sem contar esse calor carioca que invadiu floripa), resolvi falar de uma "coisa mais leve"...

joão brasil é o nome do produtor, cantor, dj, que se propôs para o ano de 2010 disponibilizar um mashup por dia em seu blog - 365. pois é, pois é, pois é. para quem não sabe quem é o moço, confira aqui.

desde sua estreia, venho acompanhando as intervenções que o músico fez/faz em gente tão diferente quanto jay z e sarajane (lembram da moça?!? - aqui) ou m.i.a. e timbalada (aqui). lógico que de vez em quando rola uma coisa não tão legal, mas, de modo geral, seu blog é uma boa fonte para as pistas em que eu discoteco (e o povo costuma adorar). por essas e outras (o carnaval taí, por exemplo), escolhi para este post alguns dos mashups do joão brasil de que mais gosto (infelizmente, um deles, a versão forró de crazy, dos gnarls bar…

(meu pai) 33 anos:

talvez você seja muito mais jovem que eu e não tenha a menor idéia do que é fazer 33 anos. talvez não. talvez, não sem razão, você tenha essa idade e não veja nada de significativo nessa junção de dois algarísmos. mas o fato é que hoje completo 33 anos e isso tem um peso muito particular para mim (mas não por causa de jesus ou algo do tipo).


tive um pai, mas nunca pude chamá-lo assim, pois ele morreu às vésperas de eu completar dois anos - em 1979 (sempre o nove, número da mudança, multiplo de três). ele tinha 33 anos e levou dois tiros na noite do dia 24 de dezembro de 1978, longe de casa, enquanto minha mãe o aguardava para a ceia de natal (ela, eu e minha irmã - ainda em sua barriga). moravámos numa cidade, curitiba, em que não tínhamos parentes (ele era de família catarinense e a trouxe do pará, onde se conheceram). por isso, quando avisada do acontecido, no meio da madrugada, (ela) nem teve a quem recorrer (naquela época nem todo mundo tinha telefone em casa e as coisas demoravam …

consumismo:

para alguém como eu, estar no rio é (também) consumir desenfreadamente bens culturais e gastronômicos. e aí que o dinheiro se esvai... e o que fica?

discos discos discos (lista dos mais interessantes dos últimos dias, nos sebos da vida - o baratos da ribeiro é o meu preferido nessa cidade):

b-52's - whammy! (1983) kronos quartet - white man sleeeps (1987) fleetwood mac - rumours (1977) paulinho da viola - sinal fechado (compacto duplo, 1969) bomb the basss - in to the dragon (1989) cochabambas! - máquinas quentes a todo vapor (compacto duplo, 1999) alice cooper - muscle of love (1972) joão brasil - 8 hits (2008) as 14 mais (coletanea, 1973 - com roberto carlos, marcio greyck, jerry adriane, reginaldo rossi...)

livros (aí é preciso dizer, meu preferido fica no catete: beta de aquario):

chacal - drops de abril (1983) philip roth - o animal agonizante (2001) joão antônio - malaguetas, perus e bacanaço (1963) luiz carlos maciel e ângela chaves - eles e eu, memórias de ronaldo bôscoli (1994) (esse já…

sidnei cruz (meus amigos são um barato):

sidnei cruz é poeta, dramaturgo e produtor cultural (mas não qualquer produtor: foi responsável pela criação e curadoria do palco giratório desde seu nascimento até o ano de 2007). sidnei cruz é leonino, mas de um tipo raro: low profile. tem 54 e um currículo e tanto: na década de 70 foi do grupo que ficou conhecido como poetas marginais (um povo que mudou a cara da poesia brasileira e incluia nomes como wally salomão, chacal e cacaso), cursou teatro entre o fim daquela década e o inicio da seguinte e desde então vem produzindo e dirigindo espetáculos, escrevendo textos e pensando a produção artística de sua área (a partir de meados dos anos 80, passou a atuar no departamento de cultura do sesc).
em fins de 2009, lançou dois livros distintos, palco giratório: uma difusão caleidoscópica das artes cênicas (uma interessante reflexão sobre um dos mais importantes e bem sucedidos projetos de circulação de grupos e espetáculos de teatro em nosso país) e uma antologia de poemas (que reune poe…