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Mostrando postagens de Dezembro, 2009

2009/2010:

chegamos ao fim do ano e eu, que costumo ficar deprê no período estou me sentindo muito bem. talvez porque tive um ótimo 2009. talvez porque tenho vários projetos engatilhados para este 2010 que se aproxima. talvez, simplesmente, porque estou trabalhando um montão e me divertindo com isso.

quero agradecer a todos os amigos que me acompanharam ao longo do ano em projetos como samambaia sound club, jean mafra (& os garotos de aluguel), (a festa) vive la fête com chá dançante, minhas muitas discotecagens e (o show e futuro filme) a GENTE vive na mesma CIDADE, faz música DIFERENTE e se encontra AQUI.

agradeço também aos parceiros de empreitadas: ana carina baron, felipe melo, fernando menezes, andré guesser, marco antônio jaguarito, thiago gomes, daniel gomes, isaac varzim, peter gossweiler, rodrigo daca, bárbara damásio, luiz meira, ulysses dutra, rafael calegari, alexandre sucupira, bianca chiaradia, natasha uchôa, ingo vargas, flávio guimarães (e todos do vecchio giorgio), desiree t…

o ecad, o mpb e o diário catarinense:

daí que o marquinhos espíndola me ligou, dia 22 ou 23, véspera de natal, querendo saber seu eu poderia fazer um textinho de uma lauda para o diário catarinense — que preparava uma matéria sobre o ecad (e seus procedimentos — principalmente porque, acho, como sabemos, agora, no fim do ano, o órgão irá arrecadar muito dinheiro). bom, como faço parte do mpb e achei que essa era uma ótima orportunidade de colocar umas questões dentro de um veículo de grande circulação (jabá incluso), enviei o textinho... pena que o li mutilado. como não sou jornalista (que estão, em geral, acostumados com isso) e sou vaidoso, odiei o que publicaram como fala minha... agora já foi, mas nunca mais faço de novo (acho).

segue aí, para quem quiser saber, o original (o título dado pelo diário foi "Mudanças para o Século 21")...

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Pergunta que não quer calar: como fica o Ecad no século XXI?

No inicio deste mês aconteceu em Vitória, no Espírito Santo, o primeiro festival de música organizad…

david mattos (meus amigos são um barato):

david mattos é um amigo querido: compõe canções, escreve muito bem, torce pro figueirense, ama vinho (e sabe escolhê-los - embora não tenha grana o suficiente para tomar alguns dos que gostaria...) e acaba de estrear, depois de anos de recusas às minhas minhas sugestões, um blog seu (aqui - seu (ótimo) texto sobre o natal é o tipo de provocação bem humorada típica sua).

david é fã de saramago e não soube colocar um vídeo do filme a flor mais grande do mundo, baseado no conto homônimo, em seu blog, por isso, em homenagem a esse meu amigo, o disponibilizo abaixo.

(aliás, david, também tive essa dificuldade inicialmente, mas aí descobri que ao copiar o código que fica do lado direito dos vídeos do youtube e colá-los no quadro html do blog (aqui em cima, à direita), automaticamente a telinha aparecia na postagem...)

de david mattos ainda tenho mais a dizer, mas digo em outra ocasião.



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por fim, estive longe da internet por dias por motivos vários, mas agora, retomando …

belém, pará (parte 4):

nunca tive intimidade com belém do pará, mesmo tendo morado lá durante pouco mais de dois meses durante minha infância (nos 80's). há 22 anos não visitava a cidade, por esse e outros motivos, os parcos 3 dias em que estive por lá foram quase nada. mal deu tempo de me emocionar com a fauna e a flora amazônica do bosque rodrigues alves e do jardim botânico (pequenos parênteses de floresta entre grandes prédios e ruas movimentadas), de comer tacacá em frente à basílica de nazaré (provavelmente a mais linda das igrejas que já visitei) ou pirarucu com açaí na muvuca escaldante do ver-o-peso, de passear com mais tempos pelas docas que, reformadas nos mesmos moldes de porto madero (buenos aires), me pareceram o lugar mais chic da capital, de provar tantos sabores fantásticos de sorvetes de frutas que só existem ali, de reparar com mais atenção nos muitos prédios antigos espalhados pela cidade ou de perder meu olhar pela pobreza do bairro jurunas (o mais pobre, violento, fétido e inter…

castanhal, pará (parte 3):

continuo no grão pará. na quarta fui à castanhal rever a cidade onde nasci, e com a qual não tenho quase nenhuma intimidade. foi bacana e um tanto quanto triste, pois obrasil brasileiro, o brasil real, não é tão bonito assim - mas tem sua graça, ora se tem!

(o brasil realé quente pra caramba)

a última edição da revista trip tem me acompanhado desde o início desta viagem e essa foi uma feliz coincidência, pois se o brasil está na moda aqui e lá fora e vira assunto de uma edição inteira de uma publicação lida por gente razoavelmente esclarecida, o pará (me parece) é a bola da vez (pelo menos é essa a impressão que temos folheando a as páginas da trip...).

mas voltemos a (nada cool) castanhal onde, após 22 anos de intervalo, revi algumas pessoas que moram no meu coração. não há muito o que se fazer por lá, mas há comidas de montão: carambola no pé,tapioca, pirarucu, tucunaré, caranguejo e açaí a se fartar (e olha que agora não me lembro do nome de umas duas ou três frutas...). mais: foi em …

dilei, maltines, south side:

nesta sexta, amanhã, em florianópolis, tem show das bandas dilei, maltines e south side. a apresentação se dará no drakkar, na lagoa da conceição, a partir das 23 horas.
o contato que gerou essa apresentação, a primeira de muitas se depender de mim e de tiago barizon da baritone records (os dois criadores do projeto), aconteceu em julho, quando o selo/site citado disponibilizou meu disco, só ou pare de não fazer sentido ou (ainda) para poucos, para download. de lá para cá, uma conversa se desenrola em torno de como fazer para levar artistas de santa catarina para são paulo e vice-versa. a idéia será desdobrada em março próximo quando maltines e/ou jean mafra seguirão pro centro do país...
apareça!!!

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no mais, continuo no grão-pará, em castanhal - cidade em que nasci. cheguei ontem a belém e fiquei emocionado de ver a lindeza da floresta e do rio em torno da capital paraense!


o tempo por aqui está correndo rapidamente... mas amanhã, se tudo der certo, continuo essa série …

marabá, pará (parte 2):

ainda em marabá, depois de vinte anos.

após dois dias é possível dizer: (concordando com pedro alexandre sanches, nesta primeira afirmação - ele escreveu a respeito recentemente em seu blog) o pôr-do-sol daqui é fantástico, sorvete de cupuaçu é uma das grandes invenções do homem sobre a terra, o calor da região amazônica tem algo de inexplicável, táxi por dois reais é coisa comum, esqueceram de levar água encanada à 85% da população local, esgoto a céu aberto é pro rico e pro pobre, marabá é uma cidade muito violenta (e todo cuidado é pouco) e na rua das mangueiras (onde moravam poucas famílias, em pequenos casebres) hoje quase não há mais as árvores que lhe dão nome, mas enormes muros que protegem alguns dos endinheirados da cidade...

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a quem interessar possa: tipos de manga são: bacuri, buceta, comum (fiapo), de mesa, de cheiro, espada, rosa e sabina.


marabá, pará:

este é um post muito pessoal, de uma história de reencontro (quase impossível) com um mundo distante que já não existe. e que talvez só tenha existido, do modo como eu imagino, na minha cabeça... estou em marabá, uma pequena cidade no sudeste do pará. foi aqui que passei a maior parte da minha infância, daqui saí, em 1989 e jamais voltei. eu tinha 12 anos, hoje tenho 32.

a família do meu pai é descendente de açorianos e vivia (ainda vive), em joinville e a família da minha mãe era daqui. por isso, e por outros motivos, conheci duas realidades muito diferentes ao longo da minha formação. amava as duas. mas como a maior parte do período de meu "apreedimento" do mundo foi passado nessa terra, e como essa cidade esteve fora do meu alcance por tanto tempo, alimentei uma nostagia quase mística por marabá.

nos anos 80 vivia de descalço, brincando sozinho no "mega" quintal da minha vó. lá havia pé de jambo, manga, cacau, cupuaçu, carambola, caju e várias outras frutas inco…

o rio de janeiro continua quente:

cansado, depois de umas noites agitadas no rio, acabo de chegar à minha casa para arrumar as malas e partir outra vez (desta vez, rumo ao pará). meio sem tempo, enrolado com um montão de coisas, tento, antes que meu computador se desligue mais uma vez (essa porcaria está toda isteporada e daqui a pouco acho que se suicida...), dizer num post curto que
a) a samambaia sound club se apresentou na escola modelo do sesc em jacarépaguá (é assim mesmo que se escreve?!?) para um grupo animadíssimo de adolescentes. estavamos participando da feira brasil - sc, um projeto que apresentou o estado catarinense (e alguns de seus artistas e trabalhos) para seus alunos. para quem não sabe, o escola modelo do sesc é um projeto que une ensino de qualidade (cujo currículo e o tipo de pedagogia adotados são, teoricamente, dos mais modernos e interessantes do país), regime de internato, crianças de todo o brasil e tecnologia em um espaço novo e com ótima infraestrutura (lá eles tem um biblioteca de dar inve…

eurodisco (ou space disco e afins):

ando ouvindo MUITA disco music (ou discoteque, como chamavam quando eu ainda era criança) e descobrindo coisas fantásticas. divido algumas delas com vocês:

o francês (jean marc) cerrone continua na ativa e é autor do (quase esquecido) hit supernature (de 1978). precoce, já comandava uma orquestra aos 18 anos e na segunda metade dos 70's emplacou nas pistas de todo o mundo vendendo quase 20 milhões de discos e faturando cinco grammys!!!


(há uns dois anos o platinado dj david guetta lançou um belo remix da faixa... ouça aqui)


dee d. jackson, cantora britânica que ficou marcada como principal estrela da space disco, é dona da épica/cômica (ultra kitsch — o clipe então, nem se fala) automatic lover...
(a canção receberia nova versão, e tentativa de emplacar, em 1988).



space é o nome da banda francesesa que em 1977 lançou o hit magic fly. é tão cool que parece que foi feito há alguns meses tentando parecer velhararia... que grupo moderninho não queria soar assim hoje?!? (e o visual não fic…

vitória, de quinta a domingo:

aconteceu algo especial em vitória no último fim-de-semana. sim, isto já está, de certo modo, dito nos últimos dois posts, mas agora quero tentar mostrar (ainda que superficialmente) o porque de minha afirmação.

(dedico este textinho ao empenho e empreendedorismo do músico, produtor, poeta, ativistas (e um dos criadores do mpb) fabrício noronha)

entre shows e debates, me atenho, como sempre, aquilo que mais me chamou a atenção. pra começar, o seminário a morte do pop-star, dividido em duas mesas na sexta e no sábado, reuniu um grupo especial de convidados que fizeram suas três horas de duração passarem rapidamente. no primeiro dia o mediador irajá menezes (músico, educador, roteirista — responsável pela criação de algumas trilhas para tv), recebeu a presença de miguel just (estudioso que organizou os livros samba falado - crônicas musicais de vinícius de moraes e entrevistas do bondinho), edson natale (músico e produtor cultural — responsável pelo instituto de música do itaúl cultura…

o encontro marcado e o entusiasmo de agora:

sobre os últimos dias em vitória:

eis que após alguns dias corridos e noites insones (regadas a muito álcool e outras substâncias), volto ao blog. minha pretensão era falar do festival de música livre e do seminário a morte do pop-star (e de algumas questões discutidas no fórum de mídia livre e em uma (infelizmente curta) reunião do mpb) que ocorreram nestes últimos dias em vitória, no espírito santo. acontece que, por causa do meu cansaço, e dos muitos imeius que preciso responder nas próximas 24 horas, adiarei essa minha fala para amanhã (até porque, estou esperando as fotos do evento que me foram prometidas...).


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o encontro marcado:


foi a pouco, ainda viajando, que terminei a (re)leitura d'o encontro marcado de fernando sabino. já há alguns anos venho querendo reler esse que além de ser o primeiro romance do escritor mineiro, é considerado por muitos seu melhor livro. o havia lido no fim do verão de 1996. na época eu tinha 19 anos e estava perdidamente apaixon…

vitória: festival música livre, seminário a morte do pop-star, mpb:

começa hoje, em vitória no esperíto santo, o festival música livre, organizado pelo fórum nacional de mídia livreem parceria com o mpb (movimento música pra baixar). o evento não é o único que invade a cidade esta semana, o vitória cine vídeo (festival audio-visual da capital capixaba) e os debates do fórum de mídia livre acontecem paralelamente e são apções além shows para os artistas, produtores, jornalistas, ativistas, que estarão ali neste fim-de-semana.

ainda dentro das programações, há o seminário a morte do pop-star, que receberá, dentre outros, gustavo aniteli do teatro mágico (e um dos idalizadores do mpb), edson natali (responsável pelo itaú cultural) e pedro alexandre sanches, que discutirão questões como novas formas de difusão da música, o papel do artista e da internet e os direitos autorais no atual cenário musical do brasil.

entre as atrações musicais é importante frisar que a idéia inicial do projeto se manteve, unir o tradicional ao mais moderno sem preconceitos. por…