Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Setembro, 2009

the mosquito:

peter gossweiler está em woodside na califórnia, participando dum projeto de residência artística que a aschberg bursaries, programa que a unesco, através da djerassi busic composition, oferece a jovens artistas de todo o mundo. de lá recebo esse seu bonito vídeo/performance/composição, the mosquito.

o músico (que vive em floripa há cerca de três anos, e onde é responsável pelo projeto música livre) permanecerá por lá por um mês, produzindo. mais de seu trabalho pode ser conhecido aqui, em seu myspace.



free world:

fred zeroquatro foi um dos meus heróis. de certo modo, na verdade. a questão é que, mesmo sendo fã de sua música, sempre me senti mais atraído pela criatividade ensolarada de chico science que pela sisudez e o panfletarismo do líder da munda livre s.a.. embora seja seu admirador, o fato do vocalista vir se colocando publicamente contra o movimento/fórum mpb (que ele chama irônica e/ou preconceituosamente de "música demo para baixar") em entrevistas (aqui, por exemplo), diz mais a respeito de sua postura combativa que sobre os fatos atacados por ele...

quando, em 2000, lançam por pouco por uma gravadora emblemática do sistema falido de indústria fonográfica que, de certo modo, ajudou a (praticamente) inviabilizar o comércio de música no brasil, a abril music, o mundo livre poderia perfeitamente ser classificado como um grupo que remava contra a maré daquele modelo (por, dentre outras coisas, sua postura irônica — chegaram a contratar modelos para aparecer em clipes, já que el…

marcos espíndola (meus amigos são um barato):

inauguro agora a série meus amigos são um barato. a ideia é falar de gente bacana que admiro e que por umas e outras chamo orgulhosamente de amigo (alcunha cara para um aquariano, como eu). minha proposta, como tudo nesse blog, é bem pessoal, contar um pouco sobre a figura e de como me relaciono com ela. falemos então, sem mais delongas, do jornalista, blogueiro e (mais recentemente) radialista (ou dublê de) marcos espíndola.

conheci o marquinhosatravés da coluna (no jornal diário catarinense) da qual ele é responsável a pouco mais de três anos (a contracapa). na época, incomodado com as frequentes notas e matérias sobre bob dylan no jornal (sim, não sou um grande fã do cantor (e fanho) americano — mas nunca neguei sua importância também, ok?!?), e ainda desconfiado da serventia que poderia ter aquele novo espaço (a verdade é que a maior parte dos artistas locais sentia o mesmo), mandei um imeiu tirando onda com dorva resende, fábio bianchini e espídola (que não conhecia), os responsá…

meio da semana:

a segunda doida acabou na terça — mas a ressaca só começava. o bate-papo sobre mídia livre e mpb (música para baixar) foi muito bacana e construtivo e reuniu pessoas interessantes e interessadas em propor possibilidades para o futuro da comercialização da música no brasil. de lá em diante tudo foi festa e a festa foi até o amanhecer do dia seguinte...

(o vídeo aí embaixo é do trecho final, agradecimentos, do encontro)

__________________________

agora, quarta, reinicio a programação — agenda cheia — da semana: segue a finalização da mixagem do disco novo da ssce a produção de vários outros projetos (alguns, como a da confecção do encarte do disco, já estão em processo adiantado...).

(acho que amanhã venho aqui falar de um amigo)

discotecando no blog:

segunda-feira com animação total: disco, disco, disco!
pra começar uma das canções que mais tenho ouvido nas últimas semanas: young hearts run free, na deliciosa voz de candi staton (1976).



seguimos agora com as weather girls e seu clássico oitentista com cara 70's: its raining men (essa faz qualquer um dançar! — 1982).




sem esquecer da disco brasileira, aí vai o clipe do single mais vendido em todos os tempos em nosso país (a esquecida, mas não menos gostosa — hum...) pertinho de você, da atriz elizangêla (1978).


agora um groove racha assoalho que há anos vem sendo sampleado e/ou servindo de base para outras canções pras pistas... disco inferno dos tramps (1977).


por fim, sem mais delongas, the jacksons com blame it on the boogie (1978)...

antes de ontem, ontem, hoje e amanhã:

sexta teve o último clube da luta e foi ótimo, foi lindo. não esperava um público como aquele — que bateu o recorde da célula (para se ter uma idéia, mais de 100 pessoas ficaram de fora da festa para se preservar a segurança de quem lá estava). muitos amigos no palco e na platéia, muita gente bacana circulando e conversando e ouvindo e vendo música de todos os tipos (de aerocirco a los bala jones, de maltines a estrutura l.i.m.b.o.). frank maia, guilherme zimmer, marcos espíndola e antonio rossa eram alguns dos que estavam por lá. noite plural, noite divertida, em que ficou claro que é preciso semear o amor...

sábado pela manhã, depois de menos de uma hora de sono, me encontrei com asamambaia sound clubem um estúdio fotográfico para que fizessemos a sessão de fotos para o disco novo (em fase final de mixagem). momento divertido, embora cansativo, nosso encontro com rodrigo marini — cujo trabalho pode ser visto aqui. dali segui pro shopping itaguaçu, onde pude exercitar minha oratória n…

o fim:

eis que amanhã, sexta, 18 de setembro deste 2009 libidinoso, o clube da luta chega ao fim. fui um dos que criou o projeto, participei ativamente dele por cerca de dois anos, mas nos últimos meses estive afastado, por motivos vários, que um dia ainda quero enumerar. gostaria de ter escrito um bonito texto sobre o clube, que me enche de orgulho por muito do que fez (embora não concorde do modo como ele está...), e sobre os grandes amigos que ajudaram a colocá-lo entre uma das mais bem sucedidas empreitadas musicais de santa catarina (houve um período em que era uma das mais organizadas e interessantes do brasil, acho). fica meu aplauso público para gente como marcio costa, andré guesser, rodrigo poeta, maurício peixoto, gustavo barreto, ulysses dutra, cícero bordignon, gustavo monteiro, filipe lelé e outros.

sei que muito ainda virá por aí e fico na torcida, pois sei das dificuldades que encontramos quando começamos o projeto e de como hoje as coisas estão (um pouco) melhores. dia desses…

silvio mansani:

conheci silvio mansaniem 2001. ele, o luiz gustavo zago e a música dos dois, aliás. naquela época, a convite do sesc, se formou um pequeno grupo de "novos" compositores que deveria montar um espetáculo com suas canções e rodar o estado... pena, mas o projeto nunca foi pra frente. fizemos alguns encontros na casa de emílio pagotto com neno miranda, samuel góes, luiz canela (hoje na felixfônica),fábio corrêa e outros (incluindo aí os acima citados), mas não chegamos a formatar o que poderia ter sido um bonito show.

no mesmo ano silvio lançou seu minérios combustíveis da alegria (até aqui seu único disco) e desde então nos consideramos amigos e trocamos impressões sobre as músicas de que (não) gostamos... o músico, um dos premiados no edital elizabete anderle, prepara para o ano que vem seu segundo álbum, pés de brisa.

uma prévia do trabalho é a canção agora com você (zago/mansani), gravada ao vivo no teatro sesc prainha e que ganhou um delicado e bonito vídeo de antonio ross…

black diamond:

eis que, enfim, falo do último dos três discos que me propus "resenhar" aqui. black diamond do buraka som sistema foi lançado em fins de setembro do ano passado, mas só consegui baixá-lo há uns três meses. desde então o ouço sem parar.

foi no primeiro semestre do ano passado que os casais isaac varzim e paula felitto e ana carina baron e jean mafra passaram a promover alguns jantares/almoços em que um assunto recorrente era o ritmo (e a dança) kuduro — estilo angolano que começávamos a descobrir... nosso preferido, desde então, é o grupo buraka (formado no bairro lisboeta de mesmo nome). por uma infelicidade, durante alguns meses não consegui baixar o primeiro álbum da banda (tinha vários faixas soltas, mas só há pouco tive acesso ao trabalho inteiro), não lançado no brasil. e é sobre ele que falo agora.

black diamond é o tipo de disco que cresce a cada nova audição. recheado de participações especiais, o trabalho se apresenta um caleidoscópio de grooves impressionantes e um …

coisas várias:

e aí que mais uma vez o fragmento me atravessa e me deixa em cacos. estive hoje a tarde com marcia feijó,paulo valle, camille de leon, jeff machado e outros convidados de uma mesa sobre moda masculina durante o bureau fashion primavera verão 2009. tanto ali, quanto no sábado último, durante o lero-lero promovido pela contracapa (coluna) de marcos espíndola (no diário catarinense) e que tinha alexandre matias, guilherme zimmer e eu, jean mafra (representando o fmpb — cuja edição catarinense acontece dia 09 de outubro, na ilha), como convidados, o principal assunto acabou sendo o que poderá vir a ser essa cidade (se de fato, tanto na moda quanto na música, as coisas se desenrolarem como muitas vezes parece que se desenrolarão). acho.
(floarinópolis, te amo, te odeio)
_______________________________

nessa sexta, hoje, né?, discoteco no vecchio giorgio, e amanhã me apresento por lá com a samambaia sound club. sinta-se convidado. aliás, tem sexta simna célulahoje, acho que vale a pena conferi…

sem nostalgia:

descobri o novo de lucas santtana no (falecido) blog um que tenha. baixei imediatamente, mas só fui ouvi-lo (coincidentemente) no mesmo período em que pedro alexandre sanches fez sua (já famosa) crítica em tempo real ao álbum através do twitter. a matéria de marco augusto gonçalves, publicada na folha de são paulo há uma semana, citava o acontecido, que de certo modo inaugurou novas possibilidades de diálogo entre a produção e a análise da produção musical brasileira — para usar um termo do pas (o jornalista fez o mesmo, pouco depois, com o novo disco de ana carolina...). o mais interessante de tudo isso é que, a despeito de todo o blá-blá-blá, sem nostalgia é um trabalho fabuloso (certamente o melhor álbum brasileiro que ouvi este ano).
depois de 3 sessions in a green house(2006), santtana volta com algo diferente e que consegue não apenas ser seu melhor disco, mas amarrar todas as facetas que o músico mostrou em seus três trabalhos anteriores (que se apresentam distintos entre si, ma…

não sou do clube, mas respeito sua luta pois ela é a minha também... a de domingos longo não é a mesma?

por causa de um banner virtual do clube da luta, projeto/evento/cooperativa de bandas de florianópolis do qual fui um dos fundadores e de que já não participo ativamente desde janeiro, o músico domingos longo (ex-the dolls, atual pornô de bolso) resolveu me agredir publicamente. mais ainda: me ameaçar. curioso que isso se deu não apenas por um motivo fútil (e qual motivo não seria?), mas por algo que acabei sabendo praticamente ao mesmo tempo que meu pretenso agressor. o fato de o rapaz me achar "insignificante", como ele diz em um dos comentários do blog esquerda festiva de ulysses dutra, não o impediu de me agredir em outros dois veículos, o orelhadade rubens herbst e oblog do marquinhos (espíndola).

essa nem é a primeira vez que domingos me ataca verbalmente — digo ataca, pois se para ele chamar alguém de boy george ilhéu ou insinuar que sou gay não me parece um xingamento (para mim, ser gay não é vergonha para ninguém...) — aparentemente a troco de nada, ela já o fez no a…

bendita companhia:

dos três discos que ando ouvindo nas últimas semanas, falo primeiro de um: bendita companhia, de tatiana cobbett e marcoliva. assusta o número de canções (19), pois penso que se deve desconfiar de trabalhos com músicas demais. eles cansam, eles entediam. não é o caso deste. o álbum até tem outros problemas, mas não esse, cada canção sua aponta um pequeno novo e — em quase todos os casos — bonito cenário, o que nos dá novo fôlego para prosseguir em sua audição.
aleivosia, apesar do título cliché de música brasileira metida a sofisticada, inicia a jornada com deliciosa melodia/arranjo/atmosfera. a letra, embora resvale, em certa passagem, por um caminho um tanto quanto manjado, reserva belas imagens a quem sobre ela se debruçar. na sequência temos o pop de aspirina, que consegue entrar e sair (e isso é coisa rara e admirável) de alguns lugares comuns da previsibilidade mpb como que desafiando seu ouvinte (que quase desiste ao ouvir a citação a baby de caetano veloso, mas que se reconci…

agora:

o agora era pra ter sido, não foi. não será. lamento. teoricamente foi por falta de patrocínio que o programa, um piloto, acabou não indo ao ar (ou não gerando uma sequência...). a história começou no ano passado com um papo com a amiga lígia gastaldi, que me convidou a fazer um projeto para a tvcom. fiz um roteiro e gravei um material com antonio rossa (entrevistamos o aerocirco e marquinhos espíndola), acontece que, por problemas vários, incluindo agendas, a coisa não se desenrolou...
alguns meses depois, bianca chiaradia, que estava a par da idéia, me apresentou ao produtor e cineasta sebastião braga, que se mostrou profundamente interessado no projeto. foi graças ao entusiasmo dele que, em janeiro deste ano, nós nos juntamos a alexandre sucupira e gravamos o material para o que viria a ser o programa agora. a idéia era construir uma vitrine para a vida cultural contemporanea da cidade (de florianópolis), algo que apresentasse os artistas que estão construindo seus caminhos ainda (q…