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Mostrando postagens de Julho, 2009

e agora, jean?

a vida tem dessas coisas, um aperto, um troço, as vezes nos assalta. do nada? a gente (sempre) sabe que não, não?!? meu computador tá escangalhado, preciso dele mais que nunca e estou na mão. nunca tive tantas boas perspectivas quanto tenho agora, mas preciso de mais tempo para fazer o que preciso e quero. tenho idéias, mas pouca grana para viabilizá-las, contudo isso sempre foi e nunca foi problema. sorry, deu uma vontade de dividir minha angustiazinha com alguém, ponho aqui. a vida é doida, a vida é curta. amigos vão. e a minha vontade era ir também. amo/odeio essa cidade.

(aí embaixo um trecho de uma letra de música que ainda não tem música...)

um assassino um dia lhe deu o seu nome cidade, morte e mar de dor e de beleza são paulo é tu agora e é também tua fome mastiga todo o morro-mangue sobre a mesa na linda e bela praça de alimentação engole com sua gula em goles generosos os artificiosos prédios que te dão cidade, eu te amo do jeito que posso
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ah, neste sábado tem sam…

semana começando:

o frio é intenso. as horas são poucas para se cumprir o que se pretende... para animar e esquentar, três canções bem diferentes, mas (quase) todas divertidas (a última é na onda para machucar seu coração... pra manter a coerência).

para animar a festa
festa, ah, para animar

(ah, achei que a pin-up aí de cima deixaria tudo mais bonito por aqui... só. espero que ninguém se ofenda...)









a marcha dos sem nome:

segunda-feira última estive na fundação badesc, localizada num lindo prédio no centro de floripa, assistindo alguns curtas em animação (parceria com a aliança francesa que já colocou alguns ótimos filmes a disposição dos interessados...). bom, daí que gostei tanto deste, a marcha dos sem nome (la marche des sans nom, frança, 2006) — de jean constantial, lucas vigroux e nicolas saverdure — que resolvi colocá-lo aqui pro cês...



La Marche des Sans-Nom from fex rivera on Vimeo.

garage:

recentemente, em uma das minhas pesquisas de repertório para pistas, encontrei um remix 2009 para uma de minhas canções prediletas. a nova versão não me convenceu, mas me fez correr atrás de algo hoje esquecido, garage. você sabe o que é garage (ou garage house)? não se aflija: é um estilo de dance music que a cerca de uns 17 ou 18 anos lotava qualquer pista bacana (sim, porque garage era algo cool). tô ouvindo o que consegui baixar nos últimos dias:

adeva (há um single dela de 89, warning!, cujo o remix (zanzibar mix, esse) tem um delicioso solo de teclado que deixaria os modernetes do chromeu com inveja), ce ce peniston (para a maioria apenas a cantora do hino gay 90's finally — da trilha de priscila), crystal waters (minha preferida, a voz da canção que desencadeou esse post... — dela há mais que seu bom álbum, surprise de 1991), chanelle, urban soul, m'people e outros.
a melhor definição para o estilo pego de um texto de camilo rocha, de sua coluna dance music na finada re…

foi apenas um sonho:

ser mulher nunca foi fácil. mas talvez já tenha sido pior, ao menos no ocidente. talvez não. talvez seja tão ruim quanto ou até pior, mas tenhamos a falsa impressão que não. será?
vi a pouco foi apenas um sonho (revolutionary road, u.s.a., 2008) de sam mendes — com a poderosa presença de kate winslet e leonardo dicaprio — e não pude deixar de lembrar de primo basílio de eça de queiroz. se você não leu o famoso romance português, nem viu esse filme, fica um pouco difícil entender o que quero dizer, a questão é que, e aí esquecendo as inúmeras diferenças entre ambos, o que os une são suas personagens femininas solitárias/melancólicas que por um momento enxergam uma esperança de mudarem suas vidas, mas que por causa de seus maridos ("castradores" (êta, terminho infeliz, eu sei) — reflexo do mundo que as cerca) abdicam de seus sonhos.

impossível não lembrar de nicole kidman vivendo virginia wolf em as horas (the hours, u.s.a., 2002) ou da jovem iraniada, neda soltan agha, baleada…

sérgio ricardo e a trilha de deus e o diabo na terra do sol:

estou reouvindo a trilha do filme deus e o diabo na terra do sol. na verdade-verdadeira, ouvindo pela primeira vez, pois a trilha que nos é vendida como a original no cd bônus da versão remasterizada do filme não é exatamente a mesma que agora ouço no vinil original do selo forma. pois é pois é pois é (presente do meu amigo rodrigo daca). eu, que amo o filme, fico emocionado com os diálogos gravados por othon bastos para a trilha. agora, há que se dizer, que grande artista ainda semi desconhecido é esse tal sérgio ricardo, hein?!? caralho! desculpem o palavrão mas, ora, foda-se, sérgio ricardo merecia muito mais reconhecimento do que tem. você aí, que me lê, sabe quem é?!? pois muitos não sabem... como a trilha original de deus e o diabo jamais foi relançada (há em alguns blogs uma versão, igual aquela do dvd, para baixar), sugiro seu último e belíssimo álbum, ponto de partida (biscoito fino, 2008), como passo inicial para conhecer seu trabalho. lindo lindo e tenso de um geminiano inq…

o que signifixa isso?

vídeo/performance/música de peter gossweiler e yiftah peled. de inusitada beleza, não?!?



Yiftah Peled + Peter Gossweiler from Peter Gossweiler on Vimeo.


(ah, a imagem acima é da obra, de peled, dois corpos, dois braços — fotografia sobre madeira, 2003)

joão gilberto:

entre fevereiro de 2006 e março de 2008, mantive uma coluna quinzenal no sitetô puto (jean mafra em minúsculas). de lá tirei esse texto. minha motivação para colocá-lo aqui foi a mais prosaica possível: estou reouvindo alguns discos de joão hoje e...

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joão gilberto é teoria. joão gilberto não é só canção, é um comentário sobre. é quase uma anti-canção, mas por isso, por sua meta linguagem, é muitas vezes mais canção ainda. porque joão é também um mestre em desnudar a canção de tudo que é adereço. joão gilberto é exemplo da teoria de luiz tatit que afirma que a canção popular não morreu, nem morrerá, porque vem da fala do povo. isso, da canção morrer, foi dito certa vez por chico buarque (e outros) e isso de a canção nascer da fala do povo me faz pensar em como ela é um reflexo do cotidiano das pessoas e por este motivo tende a ser, salvo aí algumas ótimas exceções, fugaz.

por isso minha paixão pelas letras coloquiais e não as metidas a poéticas. por isso meu a…

overmundo:

como não é todo dia que se tem um texto sobre seu trabalho em um dos mais importantes sites de música e cultura independente do país, gostaria de dizer que juniores rodrigues (vomitorama) colocou no overmundo seu texto de apresentação de só ou pare de não fazer sentido ou (ainda) para poucos — por ele escrito em fins do ano passado. fiquei feliz em saber.
aí aproveito a deixa e digo que a samambaia sound clubfoi destaque na "crítica" sobre a coletânea oi novo som escrita por fernando corrêa para a revista noize deste mês...

e é isso por hoje (um domingo de sol (e muito frio) em que depois de almoçar na companhia de queridos amigos, pude desfrutar das belezas da lagoa da conceição...).

oktapodi:

vi, gostei, quis mostrar aqui:
da escola de animação francesa gobelins, o curta oktapodi (frança, 2007), criado por julien bocabeille, françois-xavier chanioux, olivier delabarre, thierry marchand e ermud mokhberi.

eu sei que é meio brega admitir, mas adoro uma comédia romântica...

videos:

não tenho tido tempo de, nas últimas semanas, atualizar meu blog como gostaria, ou acho que deveria. daí que resolvi postar aqui alguns videos que por motivos vários achei que valesse a pena.


não tenho nada a dizer sobre a morte de michael jackson, nem sobre a "crise do sarney" ou a chatíssima encheção de saco que virou essa merda de 50° aniversário de carreira de roberto carlo... me interessa mais a discussão em torno do movimento mpb (música para baixar — cuja a primeira versão de seu manifesto está disponível no site oficial da organização).


(a quem interessar possa: gravei hoje o último vocal do disco novo da samambaia sound club...)

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os amigos mais chegados já conhecem, pois vivo apresentando esse video aos desavisados. acho lindo, lindo, lindo. é legal colocá-lo aqui agora pois imogen está às vésperas de lançar novo álbum, ellipse, com previsão de lançamento para agosto... há ainda (os amadíssimos) smiths e o (grande) agnaldo timóteo interpretando uma…

a GENTE vive na mesma CIDADE:

às vezes acho que não. não vivemos na mesma cidade, tamanha a quantidade de gente que pirou com o último do kasabian, mas não sabe onde fica o teatro sesc prainha... e esse é só um exemplo, ok?!? mas eu sou brasileiro e não desisto nunca e lá vai a última chance de ver o espetáculo (ao menos com essa "formação") a GENTE vive na mesma CIDADE, faz som DIFERENTE e se enconta AQUI, que tem produção e direção minhas.

aí embaixo está o release seu... (mas antes digo: curiosamente, os veículos de tv de santa catarina ignoraram aquele que é, e não me esquivo de afirmar, o mais importante evento musical do ano no estado).

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Quando Jean Mafra, Peter Gossweiler e Rodrigo Daca se juntaram em um show muitos estranharam. O que poderia render a união desses três artistas? Era o que se perguntavam alguns, céticos. Após duas apresentações, eis que chega ao fim a primeira parte do projeto A GENTE vive na mesma CIDADE, faz som DIFERENTE e se encontra AQUI, na verdade, de certo …