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Mostrando postagens de Junho, 2009

dizer o quê?!?

tô sem tempo pra escrever aqui. os últimos dias foram intensos. até pensei em falar sobre a morte de um mega star cujas canções animaram minha infância, mas dizer o quê?!? que já não era tão seu fã assim? tantos disseram coisas bonitas (adorei, por exemplo, a fala do zé brites — aqui — com quem, recentemente, havia conversado sobre o cantor) e outros (muitos) apenas aumentaram o repertório de clichês que achei que nem valia muito a pena me arriscar... daí os dias foram passando e agora, já na segunda, uma semana depois do último post, resolvi colocar nesse espaço um quase nada (pois é modesta a fala abaixo)... um poeminha já meio velho (deve ter uns dois ou três anos) encontrado numa pasta qualquer. ________________________


o (não tão) longo poema de amor


o longo poema de amor pode estar contido no verso breve
sem rima
sem fina
camada de verniz
sem nada
e em cada novo verso outro universo se desdobrando em outros
10
1000
3000

o longo poema de amor não explica nada
nem o breve poema em prosa do ama…

o livro multicolorido de karnak:

prato cheio para quem é fã do abujamra e de sua mais famosa banda (eu, por exemplo, gosto mais dos mulheres negras que do karnak, mas acho interessante "todas as caras" do "gordo"). leia o recado abaixo (tirado do site oficial do filme) e se divirta — de preferência com uma pipoquinha. não é curto, mas vale a pena:

"Caros Amigos,

Depois de 5 anos de filmagens em 7 paises, 1 ano viajando festivais está na hora do nosso querido longa metragem "O Livro Multicolorido de Karnak" ser assistido por todos, já que a luta pelo lançamento em DVD e nos cinemas é ardua. Por isso resolvemos lançar o filme de uma maneira onde todo mundo sai ganhando, ou seja, ONLINE e TOTALMENTE DE GRAÇA. Assim o filme é visto por todos vocês e eu fico muito feliz de ter o filme passando para as pessoas que realmente importam, VOCÊS!"


O Livro Multicolorido de Karnak from M.M.Izidoro on Vimeo.

a vida dos outros:

a vida dos outros (das leben der anberen, alemanha, 2006) é um desses filmes que nos deixa tensos e com um nó na garganta durante grande parte de seus 137 minutos. fiquei emocionado com a história e não pude deixar de pensar em como seria viver em um regime ditatorial (irã? cuba? venezuela? — e porque não a venezuela, ora?!?). a internet hoje nos faz pensar que algo do tipo, que acontece no filme (de controle (quase) absoluto dos meios de comunicação) não seja possível, mas isso não é tão difícil de se imaginar e, infelizmente, nem tão distante de nossa realidade. não estou falando apenas do fato de termos vivido até recentemente sob uma ditadura (eu tinha oito anos em 85 quando, teoricamente, ela acabou — é possível dizer que só quatro anos depois a deixamos de fato para trás, não?!?). mas do fato de cada vez mais sermos vigiados dentro e fora de casa. a internet mesmo não é nenhum oásis de liberdade, certo?!?
esse é um dos assuntos que estão sendo debatidos no fórum de música para b…

hoje tem:

mais sobre isso aqui. se eu fosse você, não perdia.

daqui a pouco:

quarta, 17 de junho de 2009, tem a GENTE vive na mesma CIDADE, faz som DIFERENTE e se encontra AQUI.
um show que são três. com três artistas com propostas musicais distintas. com novos convidados e novos repertórios e formações (a cada nova etapa — essa é a segunda!).

apareça.
apareça.
a vida é curta.
apareça.
maiores informações aqui, ou aqui, ou aqui.
ou em jean mafra ou peter gossweiler ou em rodrigo daca. _________________________mudando de assunto:você tem que dar uma olhada no blog do pedro alexandre sanches, xuxu...

a janela:

eu sou antônio, eu

na tarde da última quinta-feira vi a janela (maryalva mix) (portugal, 2001), talvez o melhor filme/canção/coisa/performance/livro que tenha visto nos últimos anos. e olha que não consegui entender a maior parte dos diálogos. putaquepariu ponham legenda na porra do português de portugal pois falamos outra língua!

com direção de edgar pêra, o projeto, filmado em 1997, por causa da falta de recursos, só ganhou o mundo em 2001 (veja como sofrem os artistas independentes, baby!). sobre seu trabalho, escreveu manuel rodrigues, "alguns traços parecem mais evidentes": "a abundância, a multiplicidade e a diversidade das referências imediatas, o confronto e/ou a sobreposição de sentidos e os diferentes níveis suscitados, ou a 'vertigem gráfica', por exemplo, que parecem conspirar para criar uma unidade de estilo que se mantém, desde o início da sua produção, baseada na exploração de tensões, de transfigurações e em jogos de interferências". esse, me …

ontem, hoje:

ontem fui ao fam para ver os filmes de dois amigos, chrinstian abes e cláudia sampaio. ele é daqui e o fez aqui mesmo — 14 noites (meta-meta-linguagem). ela, do rio, fez por lá e em parceria com rodrigo costa — um bonito trabalho sobre um encantador pedaçinho daquela cidade que amo, saara - oásis de amizade... mas vi mais, o ótimo mini documentário peruano vias paralelas, o delicado curta a distração de ivan e o quase hilário subsolo, e amigos meio sumidos, victor da rosa, manoel ricardo de lima, cibele garrido godoy, dentre outros... o fam é foda.

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hoje tem um monte de coisa legal para se fazer: ir ao fam, ver a felixfônica lançando seu primeiro disco no tac, curtir a festa que o pessoal do teatro da udesc organizou no art chopp e que terá meu brother ulysses nas pickups, dançar na mind the gap (na circuit) de isaac varzim ou na zuzuhell especial preparada por paulo vazilesku... ah, hoje também jean mafra é o nome do dj lá no vecchio giorgio.

beijo me liga.

felixfônica e as manifestações populares do brasil:

nesta quarta, depois de amanhã, acontece o lançameto do primeiro disco do quinteto felixfônica no tac (teatro álvaro de carvalho, centro de florianópolis). o show, que tem entrada franca, é o primeiro de três (os outros acontecerão em lages e jaraguá do sul) que junto com o disco são resultado do prêmio que a banda recebeu do projeto pixinguinha.

tive o prazer de visitar essas figuras no estúdio no começo desse ano, após receber um convite de escrever um texto para encarte do álbum. foi uma alegria só, a divertida noite que passei com o grupo. e não só porque admiro o trabalho deles, mas também porque já tive a oportunidade de estar no palco com dois de seus (ótimos) músicos, luiz canela e marco lorenzo.

dessa minha visita nasceram dois escritos, um deles está lá, no disco que você poderá comprar na quarta, e o outro, inédito até agora, está aqui, logo abaixo.

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se a felixfônica se apresenta deslocada, fora do centro, tem todos os predicados para fazer o centro muda…

a festa da menina morta:

nem sei o que falar a respeito do filme, de matheus nachtergaele, a festa da menina morta, a não ser que ele é emocionante (e lindo — e "forte"). posso dizer também que nele encontramos algumas imagens belíssimas ou que daniel oliveira se apresenta como um dos grandes atores brasileiros por esse filme. pedro alexandre sanches escreve melhor que eu e disse algumas coisas interessanes a respeito em seu blog.

por fim, não tenho tido tempo de desfrutar o fam como gostaria, mas valeu a pena acordar ao meio dia neste domingo — depois de uma sequencia de dias em que fui dormir as 6 e 30 e acordei antes das 13...

gosto de leite condensado:

devo confessar: gosto de leite condensado. acredito, tenho esperança. faço o máximo para as coisas melhorarem e creio que elas estão melhores agora. melhores que ontem. tenho dificuldade em ser cínico. bem que queria, é cool aqui em provincianópolis. onde o legal é ser blasé e não gostar e desconhecer. e estar antenado com o hype de são paulo que segue o hype de londres e nova york.

mas mesmo sem museu, grana, biblioteca, palcos, público, há monte de bons trabalhos hoje nessa cidade.
pelamordedeus, dê um confere no coletivo operante e depois me diga se aquilo não dá uma alegria danada (boas canções, bem executadas, com arranjos criativos, bonitos timbres, ótimas letras — quer mais o quê??? que alguém da bravo! diga que é bom?). infelizmente, para muitos importa mais o corte de cabelo e as referencias, que a afinação, por exemplo.


agora não vou mais chorar cansei de esperar, de esperar, enfim e pra começar eu só vou gostar de que gosta de mim
(...)vou mudar não quero ficar, chorando até o fi…

?

é o caso de se perguntar: será que as enchentes no nordeste não mereciam um pouquinho mais de repercussão? a queda de um avião merece tanto espaço em jornais? será que se fosse um barco cheio de índios e mestiços, todos pobres, que tivesse sucumbido deixando uma centena de mortos (como aconteceu há relativamente pouco tempo) a imprensa teria dado um terço (ou um décimo talvez) da atenção?

e a "comoção"? será que apresentadores, religiosos e artistas sentiriam a mesma?


(o desenho a acima é de da costa)