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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

piores de 2008:

2008 já foi. mas foi com um monte de coisas ruins, hein?!? e na música não foi diferente. quis aproveitar o embalo do tópico anterior e listar um disco que não ouvi e não gostei, outro que preferia não ter ouvido e uma música que me encheu de desânimo:

black ice do ac/dc - por ser um elogio ao clichê.

e a música de tom jobim de roberto carlos e caetano veloso - por ser o retrato fiel da falta de arrojo de um e da condescendência de outro ao mergulharem num repertório manjado com arranjos sem imaginação e em interpretações burocráticas (e que capinha medonha).

me leve para o mar do grupo nós na aldeia - por me fazer ter vergonha da cena pop do estado em que vivo. consegue ser pior que algumas das piores coisas que se fazia aqui há alguns anos: um esteriótipo de reggae praiero acéfalo.

melhores de 2008:

enquanto fevereiro chega ao fim, o site tô puto resolve colocar no ar, finalmente, uma lista com os melhores discos desse 2008 que já vai longe (mas nem tanto).



e daí?!? bom, e daí que eu, que nos últimos anos sempre fiz minha listinha de melhores/piores (antes a publicava em minha extinta coluna naquele site), não deixaria agora de fazer também, certo?!? pois é pois é pois é. mas e porque não a apresentei até agora? porque não quis me atravessar ao seu luciano vitor, o carioca, que ficou de publica-la junto com a de outros ilustres convidados...

bom, agora que o site já disponibilizou a matéria, aproveito para comentar alguns de meus apontamentos aqui (na verdade, acho que se o pedido me fosse feito agora iria incluir outros nomes talvez...). à eles:

(mas antes, uma pequena explicação: nunca fui fã da espécie de hierarquização que em geral se vê nessas listas, primeiro os discos gringos - anglo-saxonicos, né?!? - e depois os "nacionais"... evitava isso, mas dessa vez, por ca…

numa noite de carnaval, numa esquina de florianópolis:

se encontram, por acaso, diogo de haro, neno miranda, jean mafra (samambaia sound club - eu, né?!?) e john bosco (odes & sodas). vários modos de fazer música numa esquina barulhenta, um papo fragmentado e uma constatação: ninguém mais aguenta chorinho.

pop: lulu santos X jota quest

ando ouvindo lulu santos. estou baixando todos os discos e (re)descobrindo uma quantidade imensa de grandes canções. muitas hits absolutos que sei cantar sem precisar de grande esforço de memória.

dia desses uns amigos me diziam que se não fosse pela voz horrorosa e pelas letras débeis, jota quest até que seria bom... não disse nada. fiquei pensando a respeito e até tive vontade de ouvir algum disco dos mineiros, mas, depois de alguma reflexão, e de ter entrado no universo do compositor de como uma onda, concluí que o que mais me desgosta no jota quest é o fato deles não terem desenvolvido nada além de mediano. na verdade, não há nada mais mediocre que o mediano.

ser um grupo pop, aparentemente sem pretensões para além disso, é, no mínimo, aceitar o quão difícil é estar a altura de uma tradição de canção que inclui muitas pérolas de melodias e letras simples e, por isso mesmo, geniais. pensemos em "já não tenho dedos pra contar / de quantos barrancos me atirei / e quantas pedras me…

nada:

para não dizer nada não é preciso muito. na verdade é preciso muito pouco. para dizer nada não é preciso quase nada. ou nada. ou não. ou sim. para dizer nada, nada basta. e assim começa a semana que precede o carnaval.

carnaval é o que há. e chega de cristo(s).

dias desses:

daí que duas semanas atrás fui a três exposições diferentes no mesmo dia. não aqui, é preciso dizer, mas no rio (de janeiro). queria ter falado disso antes, não deu. falo agora. e muito superficialmente, claro, pois não sou nenhum victor da rosa. na verdade, muito por causa do victor, até pensei em não colocar nada nesse blog, mas, pronto, mudei de opinião. ponto.

depois de um gostoso café da manhã chego ao ccbb (ou centro cultural banco do brasil), no centro histórico do rio (ou rio antigo), para ver a mostra brasil brasileiro. apesar do nomezinho brega, e de tudo de bobo que pode haver nesse tipo de coletiva/retrospectiva/colcha-de-retalhos-pra-turista-ver, gostei muito do que havia por lá. me surpreendeu a presença dos artistas daqui, de florianópolis, martinho de haro (com três ou quatro belos trabalhos), (o querido) rodrigo de haro e (o dissidente) meyer filho (meu preferido), entre outros tantos grandes que ajudaram a formatar o que, no fim, poderíamos chamar, não sem alguma (mui…

eu voltei, agora pra ficar

o negócio é o seguinte, desde que voltei do rio estou sem computador em casa. isso talvez explique minha falta de posts aqui.

mas tem mais, estou super ocupado nos últimos dias. espero em breve poder reestabelecer as coisas neste espaço.

por enquanto deixo aqui uma foto do show que samambaia sound club e maltines fizeram neste sábado no drakkar (o clique é do meu amigo vitor da caverna).

diário dos últimos dias

tarde de chopp e samba no centro histórico do rio, com direito a músicas obvias e inesperadas. esquenta de carnaval na lapa, com rio maracatu, (bloco) céu na terra e orquestra de marchinhas (além de muita gente bonita, muita gente feia, cheiro de mijo, chuva, alegria, cervejas e risos descontraídos).
fim de noite com lua sobre a baía de guanabara ao som de john zorn.
almoço festivo no dia seguinte, com mozart de fundo e uma vista acachapante: a cidade maravilhosa a partir da urca. muitas cervejas e o passeio da urca à praia vermelha no fim de tarde.
noite quente e gostosa. sexo com amor.

(escrevi isso ao som de sérgio ricardo - ponto de partida, biscoito fino, 2008)