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Mostrando postagens de Janeiro, 2009

rio em janeiro:

o rio de janeiro continua indo
o rio de janeiro continua rindo
o rio de janeiro continua lindo

ciberarte:

o ciberarteé um site que é uma espécie de revista eletrônica, acho. o responsável pelo projeto é o artista aleph ozuas. sou fã.

vá lá! - quem colabora nesta nova empreitada são meus amigos fábio corrêa e juniores rodrigues (que colocou no ar o texto/release escrito por ele sobre/para o meu disco - só ou pare de não fazer sentido ou (ainda) para poucos).

minha mãe:

vocês que me perdoem, mas quero falar sobre minha mãe. ela tem seus defeitos, mas tem umas qualidades que me enchem de orgulho: minha mãe usa vermelho e gosta disso. minha mãe cozinha divinamente. minha mãe muda de opinião e diz "ah, vá tomar no cu!". minha mãe já estourou sua conta um montão de vezes. minha mãe gosta de cerveja & camarão à milanesa. minha mãe adora zeca pagodinho e roberto carlos. minha mãe já chorou na frente de todo mundo despois de ser abandonada. minha mãe esteve apaixonada e disse pra quem quisesse (ou não) ouvir. minha mãe me convidou prum café pra dizer que estava ficando com um cara legal. minha mãe mudou de idéia uma semana depois (e me convidou para outro café).
(depois que meu pai morreu) minha mãe recomeçou tudo quase sozinha - tinha um filho de dois anos (eu) e uma barriga cheia (com minha irmã).
minha mãe está em belém do pará participando do forum social mundial.

dia desses:

vi a galinha degolada no teatro da ubro no centro. montagem dos grupos persona cia de teatro e teatro em trâmite, com direção de jefferson bittencourt - responsável, junto com gláucia gricolo, pela adaptação do texto (do conto de horácio quiroga).

apenas um comentário: se eu fosse você não perdia.

aconteceu:

o sol nascendo na praia do campeche. a bonita vista da ilha a partir da ilha. o barulho do mar. a luz dourada refletida na água e na area.
antes: (o guitarrista e blogueiro) ulysses dutra + (o cineasta) pedro m.c. + jean mafra + (o dj e produtor) gustavo monteiro (o zé pereira) + (a cineasta e produtora de tv) bianca chiaradia num enfumaçado automóvel branco pelas ruas de florianópolis tentando decidir se valia ou não a pena ir a praia àquela altura... ela na direção e uma trilha composta por ramones, bethoveen, serge gainsbourg e new order.
depois: pedro m.c. faz o grupo esperar por uma amiga sua que, até onde pudemos verificar, muito provavelmente era imaginária.
antes ainda: todos no house (lanchonete): os 5 já citados mais: fábio della e maurício peixoto (aerocirco), marco antônio jaguarito (samambaia sound club), ariella grubet, júlia eleguida e outros tantos (e inúmeras gargalhadas).
um pouco antes ainda: clube da luta (com casa cheia).

que noite!

descompasso:

na sexta-feira a samambaia sound club se apresentou na semana de inauguração do cineclube carijós em canasvieiras, norte da ilha (de florianópolis) ― num palco à beira-mar, resultado da parceira do sesc com o projeto do músico marcoliva (o espaço carijós além de se propor um ponto de encontro de cultura, oferece, dentre outras coisas, oficinas de artesanato à comunindade local). daí que, saindo de lá, passamos em frente ao lugar onde acontecia mais um planeta atlântida (o maior festival pop do sul do país). chamava atenção a quantidade de gente e a mega estrutura montada pelo grupo rbs. uma pena não haver, entre as atrações do evento, um único show que me interessasse (salvo aí aqueles do palco alternativo, ainda assim poucos - aerocirco, mottorama, discobote zeca baleiro).

de lá seguimos para a célula, onde acontecia mais uma edição do clube da luta. para o espanto de algum desavisado, a festa foi um sucesso. e vejam que, nos mesmos moldes do planeta, claro, levando em consideração d…

inferno astral 4

minha cabeça dói e eu não quero vírgulas aqui e a cerveja estava ótima mas eu devia não mais fumar pois não vale o mal estar e a culpa de agora e a noite foi longa e divertida e a canção da estelle com o kanye west é o máximo e ver todo mundo pulando e cantando deixa eu te levarcom o vecchio lotado numa quinta-feira não tem preço e assim por diante (mas estou de ressaca e rouco e daqui a pouco tem show...)


vou parar de fumar porque faz muito mal pra mim
só me falta agora tentar deixar
de dizer sim
pra ti
pra ti

vou fazer ioga, juro, para respirar melhor
vou sair desse apuro e dinheiro
não empresto um só
pra ti
pra ti

pretendo ler dom quixote e ulysses de joyce
e diminuir o café
vou mudar o meu celular
não ligue se não te ligar
só queria deixar um até
pra ti
pra ti

sobre a samambaia sound club é preciso dizer:

que pretendemos fazer uma festa realmente divertida nesta quinta-feira no vecchio giorgio (lagoa da conceição) e através dela darmos o ponta pé incial em uma nova fase (2009 promete, ano de mudanças segundo a numerologia).

estamos muito contentes com nosso novo single - as duas versões de deixa eu te levar (agora!) nos encheram de energia.

estamos com muitas idéias para o disco novo, que já tem mais de 80% de seu repertório definido - é provavel que a partir de fevereiro eu diminua minhas intervenções aqui por conta de uma maior dedicação e este projeto (que começa a ser gravado em março).

acho que o recado dessa canção é a tradução de tudo que eu sempre quis dizer através sa samambaia sound club...

deixa eu te levar garanto que tu vai gostar
garanto muita diversão
não esquece a vida é curta
agora é a hora



vá lá!

(foto de carlos kilian)

inferno astral 3:

puta, mas que merda aquela maldita minissérie da rede globo, hein?!? admiro maysa como a ótima cantora/compositora que ela é (meu mundo caiu é uma GRANDE canção) e tenho acompanhado todos os capítulos daquilo, ainda assim com certa tristeza, diante do recorte novelesco-caricatural-ficticio de seu enredo. não entendo o porquê do senhor manoel carlos ter sido o escolhido para escrever o roteiro da minissérie... pelamordedeus, este homem deveria ser fuzilado junto com outros quatro ou cinco autores de novelas!!!
entendo que para deixar a coisa mais interessante (ao público que consome essas coisas - e eu, não sou público disso?!?) eles (os globais) prefiram juntar algumas informações em uma única cena ou algo do tipo (meias verdades mesmo sendo meias mentiras não deixam de ser divertidas - a verdade é um ponto vista, certo?!? - mas...).

fico puto!

mentiras:
a família matarazzo não era assim tão amiga da família de maysa, os monjardim /// a famosa audição em que roberto corte real ouviu maysa

nelson motta no cecomtur:

era 2000, acho, e nelson motta estava na ilha para lançar seu livro noites tropicais em uma conversa com autor no (espaço) cecomtur (centro, próximo ao teatro álvaro de carvalho). fui ao evento com alguma má vontade, afinal a vinda do jornalista à cidade era bancada pelo banco do brasil que, no meu enteder, deveria ajudar outros (novos) escritores (nem sei se hoje penso o mesmo).
mas, ok, lá estava eu na platéia. a leitura havia sido relativamente curta e divertida - graças ao bom humor do autor e das anedotas que rechearam os trechos lidos por ele. em seguida começam as perguntas: uma sequência de lugares comuns e/ou colocações de quem (no meu entender, na minha arrogância de 23 anos - na época) mais queria se mostrar tão conhecedor da(s) e de histórias da música brasileira quanto o senhor motta, visivelmente entediado. como o microfone passeava entre a platéia, pedi a vez e sem mais delongas disse que apesar de concordar que a música brasileira ia bem e que tínhamos bons nomes fazen…

céu astral (ou pequena longa brecha de um dia perfeito, ou dois, no meio do inferno astral - deve ser a minha lua em leão...)

bom mesmo é acordar (ao meio dia) e nadar (às duas) nas verdes águas de bombas e (umas três ou quatro) sorver um café e um cigarro ouvindo chet baker, depois de delicioso almoço, e (às oito) andar lentamente de mãos dadas com seu bem tendo o fim da tarde da baía de porto belo como vista para, enfim, (depois das dez) degustar um peixe com camarão e cerveja e beijinhos.

ai, como era doce.

inferno astral 2

estamos em janeiro e inúmeros políticos inaptos assumiram seus cargos aqui ali acolá. na grande florianópolis não é diferente e eu só não desejo de verdade uma morte (muito) lenta e (muito) dolorosa para os irmãos (cara-de-pau) prefeitos que enriqueceram desproporcionalmente nos últimos 13 anos porque sei que seus vices são tão ruins ou piores que eles (e aí eu teria que odiar novas figuras e como acredito que ódio demais faz mal a próstata...).

sobre políticos ruins: interessante a matéria assinada por joão moreira salles na piauí deste mês (sobre as desastrosas consequências da crise economica mundial na islândia).

beijo, não me liga.

(p.s. 1 pelamordedeus se eu não sabia antes, agora mesmo é que não domino essa porra da norma culta - reforma, morra!)

(p.s. 2 a ilustração roubei do blog do frank, o chargista amigo - espero que ele não me processe...)

subtropics

tá lá no (blog) transitoriamentede antonio rossa, texto sobre a última edição da revista cartaz. assino embaixo e morri de inveja da idéia da linda capa!!! (alô, alô, seu tomate, isso é coisa sua, não?!).

estou com essa gente. visto a camisa deles. já sabia do projeto desde a época em que passava as tardes mixando meu disco na casa dos superposers no canto dos araçás, mas agora, vendo essa cartaz, fiquei muito muito contente.

(ainda que ache que falta gente aí - mr. florian bill, por exemplo...)

inferno astral

deve ser porque estou em meu inferno astral, ando incomodado com um monte de coisas. me vejo cada vez mais ácido. amargo até. deve ser porque passei dos trinta. ou não. acontece que por causa do meu inferno astral tudo está mais intenso...

porque diabos dão tanta trela pro nelson motta?!? toda vez que vejo aquele velho na televisão fico com raiva. não entendo o que leva um dos jornais de maior audiência deste país a chamar um cara com quase 70 anos para ter uma coluna sobre a música de hoje?!? e aí o cretino do diz que o maior acontecimento musical de 2008 foi o show de caetano veloso e roberto carlos comemorando os 50 anos (!!!) da bossa nova... argh!!!

gosto de caetano veloso e acho que ele está em uma grande fase (embora não seja fã do seu ). amo a obra do roberto carlos (o seu último de inéditas tem coisas bonitas, acho - ainda assim fiquei hiper frustrado com o fato dele ter dado fim em mais de 10 mil livros... mas essa é outra história). mais ainda: sou fã incondicional de jobim

segunda, 05 de janeiro, 2009:

estou bêbado e chapado. já passa da meia noite. voltei de porto belo hoje, no fim da tarde. estou só e tentando colocar em dia meus imeius. fiz uma lista de coisas que queria dizer aqui, mas agora, acho, não vai dar nem pra começar.

quarta, dia 07, tem samambaia sound club (que nos próximos dias lança novo single) com o show samambaia sound cover no vecchio giorgio.

a revista piauí deste janeiro que mal começou está divertidíssima. assim como o texto da entrevista/perfil de lou reed publicada no caderno mais! da folha deste domingo.

estou lendokerouac (tristessa).



o artista e seu reflexo

marcio costa é um sujeito que admiro. ele representa aquilo que acho que a cidade de florianópolis precisa para se transformar em um lugar melhor. inteligencia, talento, amor próprio, respeito e atenção com o que está a sua volta e curiosidade sobre o que rola em outras terras.

ainda assim, quero admitir publicamente (ainda que apenas para os amigos que leem meu blog), discordo de muito do que ele, marcinho, disse em entrevista recente a marcos espíndola (sexta última, na contracapa do diário). até aí, coisa mais normal (discordar ou não), certo?!? certo. mas nem tanto, porque marcio costa fala, às vezes (e foi esse o caso recente), não apenas em seu nome. eu, que prefiro em alguns momentos me esquivar de falar pelo clube da luta por não estar de acordo com muitas das coisas deliberadas por alguns dos que estão à sua frente (não, não sou um desses), acho pouco inteligente da parte do guitarrista dizer que odeia assistir a shows de bandas. ora, não é por isso (dentre outras coisas) que …

2009 já é

e daí que...

daí que nada. daí que estou na praia e sem internet (ao meu lado agora um bando de moleques jogam videogame numa lan house).

ando lendo o livro de cartas de glauber rocha (cartas ao mundo) e pensando em como algumas das coisas vividas por ele não mudaram. ivana bentes, que organizou o material, já na (ótima ― e longa) introdução, aponta o quão interessante pode ser ler a correspondência entre o diretor e o produtor claude-antoiane, pois assim é possível saber como se fazia um filme no brasil daquele período. todas as idas e vindas da produção estão registradas nas missivas ― a politicagem para se conseguir dinheiro, como reunir uma equipe (e ― tentar ― mantê-la), editar material, apresentá-lo a censura, distribuir a fita, conseguir fazê-lo participar de certos festivais e assim por diante (e ainda, de certo modo, tentar agradar a um público mais amplo, o que era, também e por incrível que pareça, um dos objetivos de glauber com aquele projeto, o dragão da maldade contra o …