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Mostrando postagens de Novembro, 2008

hoje, domingo:

depois de uma semana cheia — contação de histórias no sesc, entrevista sobre meu trabalho solo no estúdio 36 da tvcom, show da ssc no clube da luta, composição nova com meu parceirinho luiz meira, texto sobre os pet shop boys pro diário, apresentação da samambaia numa festa fechada neste sábado (acabo de chegar de lá) — eis que no domingo embarcamos para são paulo para um grande evento beneficiente: sos santa catarina. tocaremos no parque anhembi ao lado de alguns dos grandes nomes da música pop(ular) do país num show que será transmitido pela tv cultura (& tve & tvbrasil) a partir das 20 horas.

é por este motivo que, infelizmente, não poderei participar do show de estréia de bárbara damásio em floripa. a cantora itajaiense se apresenta hoje, domingo, no café dos araçás. grande programa para começar a semana bem, garanto.

sobre o clube da luta é preciso dizer:

o clube da luta não é uma festa. é um evento festivo. é um acontecimento político musical. o clube da luta não é uma cena. o clube da luta é uma encenação. o clube da luta não é uma panela, é um caldeirão. o clube da luta não é, o clube da luta já foi e o clube da luta será.

o clube da luta não é a pior festa do ano porque o clube da luta não é do ano é do agora. o clube da luta é uma tentativa de fazer desta uma cidade melhor.

hoje tem clube da luta e, como vem acontecende por meses consecutivos, vai lotar de gente querendo se divertir. te vejo por lá!

meu primeiro disco, 20 anos depois

infelizmente, não li, em nenhum dos veículos de música pop que acompanho, um comentário sequer sobre os 20 anos de um dos meus discos preferidos. sou um aficionado: leio blogs, jornais, livros, revistas e compro e baixo discos. e daí que, em meio a trocentas matérias sobre os 40 anos do white album dos beatles, os 50 anos da bossa nova (ou do lançamento do single com chega de saudade/bim-bom) ou da estréia do police, nada li sobre os 20 anos de introspective dos pet shop boys. nada.

seria porque a maior parte dos jornalistas de música no brasil tem formação roqueira e/ou "mpbística" e não dão muita bola para "música para dançar"??? provavelmente. uma pena. se ninguém diz nada, digo eu.

tinha onze anos quando ouvi pela primeira vez always on my mind. foi um choque. era tão espetacularmente forte: aquela batida dura, aquela melodia triste. e estava tudo ali, numa música que nem deles era, o mood dos garotos da loja de animais. um caminho que já vinha sendo, de certo mo…

duas notícias boas e distintas:

a samambaia sound club, que toca nesta sexta-feira em mais uma edição do clube da luta, é uma das atrações da última edição da revista mp3 world (já nas bancas).

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uma das canções de meu disco solo é destaque no programa de rádio loaded (que pode ser ouvido no www.loaded-e-zine.net, ou ainda na ufscar fm - 95,3 de são carlos (sp) — às segundas, meia noite — ou na rádio universitária fm - 99,7 — para todo o centroeste do paraná, nas sextas às 22hs — ou, ainda, na universitária am - 870 de goiânia (go) — domingo, 19hs). o programa tem a colaboração do querido luciano vitor, o carioca, que mantém coluna no site tô puto.

sobre a quinta, 20 de novembro:

quinta-feira última rolou o show de lançamento do disco só ou... no teatro sesc prainha. quero agradecer a presença de todos os amigos, família, parceiros e admiradores. e ainda o talento dos garotos de aluguel, isaac e jaguarito, e das convidadas, paula, bárbara, emília e lígia.

aproveito para citar ainda os blogueiros que ajudaram na divulgação, da caverna, marcos espíndola (que também deu nota no jornal — versão impressa do diário catarinense), ulysses dutra, juniores rodrigues, julie fernandes (autora da foto) e antonio rossa. há ainda o comentário de nira pomar no site tô puto.


obrigado a todos, por tudo.

chuva, chuva, chuva:

pára, que eu quero descer!!!


escrevi, no dia primeiro de outubro, aqui mesmo, em minúsculas, que florianópolis parecia uma ilha cercada de chuva por todos os lados... o que mudou nestes quase dois meses??? chove desde quando, afinal??? minha impressão é que desde fevereiro — quando houve aquela semana devastadora de toró.

hoje:

é hoje, no teatro sesc prainha.
às 20 horas.
jean mafra & os garotos de aluguel.
com a participação de bárbara damásio, emília carmona, lígia estriga e paula felitto.

esteje lá!!!

hoje foi assim:

dia corrido, tensão no ar. aconteceu uma tragédia no colégio em que a ana carina (a mulher com quem divido a casa, a vida, os planos) dá aula, muitos já devem ter visto pela tv, ou lido no jornal ou algo assim. espero que a imprensa seja mais responsável do que, em alguns momentos, tem sido, afinal, há não só uma responsabilidade em jogo, mas uma, ou duas, vidas.

a tragédia, para quem não sabe, se deu na segunda-feira no colégio autonomia: dois meninos, na saída da aula, se penduraram em uma cobertura de concreto que protegia a caixa de energia elétrica da escola e a estrutura caiu sobre os dois. triste, muito triste mesmo. daí que este fato atingiu em cheio também a minha casa, pois a ana carina, com quem vivo, é professora de lá. o estado de um dos meninos é gravíssimo.

minha manhã e minha tarde foram de preparativos para o show de lançamento do disco, que ocorrerá nesta quinta, e de conversas com a aninha sobre esse triste fato. o que me fez lembrar aquilo que dizia no post anterior…

só ou pare de não fazer sentido ou (ainda) para poucos

faça o download aqui

a vida é doida. completamente. hoje, dia em que prometi colocar meu disco a disposição para download, meu computador "deu pau". queimou uma peça e não consigo ligá-lo. pra piorar, é feriado e nenhum técnico quis ir na minha casa. e ainda temos esse sol fantástico que ninguém via a no mínimo 12 fins de semana convidando todo e qualquer vivente à praia (inclusive o povo da manutenção de pc's)... e aí, como arrumar as coisas e fazer os contatos sem computador??? hein???

antes que eu pudesse querer me atirar pela janela, fiquei sabendo que a mãe de uma querida amiga, uma senhora muito bacana, havia falecido. fomos ao velório, eu e o meu amor, e lá pude refletir que a vida é assim: nem tudo se dá como a gente quer e/ou planeja e o importante no fim das contas é estar com quem se ama fazendo o que dá prazer. parece piegas mas é real, é a vida, é isso que vale. agora é a hora e só se vive uma vez.

tô aqui, trankilo, e nas próximas horas devo resolver as coisa…

hoje e amanhã:

hoje tem clube da luta com jeremias sem cão, kraterae da caverna e amanhã... a partir de amanhã será possível baixar meu disco — só ou pare de não fazer sentido ou (ainda) para poucos aqui e no myspace.

contar histórias:

ontem me apresentei no teatro sesc prainha para cerca de 70 crianças. foi ótimo. adoro isso. criança é um bicho muito doido, mas me enche de energia. quem nunca viveu isso talvez não saiba, mas trabalhar com/por criança é um troço fantástico. é isso, um depoimento pessoal, não há mais o que dizer agora.

voltando a entrevista de tom zé

um amigo reclamou que eu não havia argumentado o suficiente em minhas críticas a jô soares, dias atrás. precisa? talvez sim.

recentemente, andré forastieri, em seu blog, desovou um post sobre escrever. uso aqui um trecho de seu texto para validar minha opinião. para o jornalista, escrever "é defender uma posição original, com argumentos irrefutáveis, de maneira sedutora e clara", o que ele chama “tese” (...). e continua: "se o texto não tem posição, não defende uma tese(...), se não tem algum componente de provocação, não defende uma tese original". ou seja, e aqui entra a minha interpretação, sem esses predicados, não há porque dizer, a não ser que o que se queira dizer seja menos importante que como se quer dizer.

redigo então: jô soares é um entrevistador medíocre (e um cretino), pois além de não conseguir extrair bons papos de figuras inteligentes, atrapalha seus interlocutores com piadas (muitas vezes) sofríveis.

mas sigo no assunto e cito aqui uma intervenção m…

foi um rio que passou em minha vida

sexta-feira última teve show de paulinho da viola. dentre outras coisas, claro. mas comecemos pelo começo. voltemos, então: dia 05, na quarta anterior ao show, fui encontrar (a cineasta e produtora do programa catarina) bhianca chiaradia no catavideo, e peguei alguma chuva e outro tanto de vento... aí pronto, fodeu, de lá para cá estou como um bagaço de laranja.

mas sexta, como dizia, depois de idas e vindas, fui ao show do autor de foi um rio que passou em minha vida e me emocionei. adoro seus discos, principalmente os da virada dos 60 pros 70 — lá encontramos clássicos poderosos como coisas do mundo, minha nega, jurar com lágrimas, sentimentos, dança da solidão e outras — e fiquei feliz de ver como seu show não se apóia apenas em "clássicos" de seu repertório, mas também em novas e ótimas canções.

dali segui pro vecchio giorgio para uma missão mais difícil: encarar o público que lotava a casa debilitado como estava. no final correu tudo bem. com a samambaiano palco, tiro ene…

nesta sexta:

não sei pra você, mas para mim, a noite de sexta-feira é a melhor da semana.

jô soares é um cretino:

não entendo o que há ali: o cara não sabe fazer entrevistas (raramente acerta alguma), nas vezes em que isso acontece é porque o entrevistado é seu amigo e/ou há um assunto comum. ontem foi tom zé quem esteve lá. deu um banho, foi ótimo. adoro tom zé, sua música. suas colocações imprevisíveis são de uma inteligência aguda. pena que a entrevista não tenha sido feita por alguém menos idiota. pena.

mas acabo de baixar o novo do mestre de irará, estudando a bossa (cujo título — mas não extamente o conteúdo ou seus procedimentos artísticos, segundo o próprio compositor — faz referência ao clássico estudando o samba e ao recente estudando o pagode, ambos fantásticos). pretendo agora me deleitar com suas novas canções. adorei o que ouvi ontem no programa do . e olha que não gosto de bossa nova, não da maior parte daquilo que chamam assim, nem aguento mais esse ôba-ôba todo em torno de seus 50 anos. mas isso não me impede de acreditar que joão gilberto seja um dos maiores homens sobre a terr…

que mundo é esse?!?!?

estamos vivendo um momento histórico. algo grande. para contar pros filhos (e netos). tão intenso quanto o 11 de setembro ou a eleição do lula no brasil? pois agora...
se há um ano atrás me dissessem que um negro seria o novo presidente dos estados unidos da américa, eu (incrédulo) riria. e se me dissessem que o nome desse presidente seria obama, riria ainda mais... obama? ozama? ahahahahaaha.

isso me lembra o filme ninguém sabe o duro que dei, documentário sobre wilson simonal. cuja a vida,  ascensão e queda, também pode, de certo modo, ser lida como uma história sobre racismo... de certo modo, claro. nosso país, tão positivamente diferente (em relação ao racismo) do que aquele que hoje elege obama, não é tão diferente assim no fins das contas.

e a carne mais barata do mercado...

datas, datas, datas:

eis que se aproxima o dia de apresentar meu disco, só ou pare de não fazer sentido ou (ainda) para poucos. enfim: em 15 de novembro o álbum será disponibilizado para download gratuito (e assim permanecerá até 1° de janeiro). 5 dias depois, 20 de novembro (uma bela quinta-feira de tempo bom!), acontecerá um seu show de lançamento - apresentarei as canções do disco ladeado pelos garotos de aluguel (isaac varzim + marco antonio jaguarito) e, ainda, com algumas convidadas especiais.



nos vemos lá!!!

(convide os amigos e ajude a divulgar)