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Mostrando postagens de Setembro, 2008

dobra/com que cara

ao escrever uma crítica ao álbum releasedos pet shop boys em 2002, pedro alexandre sanches comentava que home and dry (single que puxou o disco) servia, na verdade, como um despiste para um album de clima melancólico. talvez seja essa minha intenção ao colocar esta dobra para "chamar" as outras canções que vem por aí. talvez.

a questão é que esta música, incômoda para alguns (o que me parece divertido), apesar de não ter uma cara mais pop — embora também não negue algum chiclete em sua estrutura — não deve ser lida como tradução ou exceção do que virá. dobra, que definiria como uma bossa punk (ou uma marcha funk?), é, acredito, uma delicada canção de amor (embalada em batida dançante e repetitiva, mais pet shop boys impossível), só.

lhe acompanhando vem com que cara (gravada com osvaldo pomar), dedicada ao mestre/amigo emílio pagotto, que me apresentou a história da composição de com que roupa. nada mais, nada menos. estão aí (aqui), para serem baixadas e ouvidas.


sobre ontem: quarta, 24 de setembro

lindo/estranho dia essa quarta, 24 de setembro: acordei com o sol das 10 na janela e sem grana no bolso. depois dum café rápido segui pro centro. passei a tarde no lar dos superpose’s (isaac, paula, ugly & björk - as cadelas) lá no canto dos araçás, lagoa da conceição. linda vista, ótima companhia, altos papos, grandes canções (as novas, do ep, ainda inédito, do duo — ouvi em primeira mão!).

pois a tarde, entre cafés e cigarros, foi produtiva e eis que enfim, ufa, terminamos a mixagem de dobra – que só esperava isso para gritar ao mundo “estou aqui” (com ela, em formato single-virtual, lanço ainda um blog (este!), meu myspace e outro single (praticamente inédito) com duas faixas da trilha que compus para a peça onde vocês estava quando eu acordei?. mas voltemos à ontem. a tarde ainda rendeu uma outra canção (irmã desta, dobra), rosebud – praticamente pronta agora. as músicas, gravadas em fins de julho último, no lom music (qg do aerocirco), foram dividas entre dois amigos/parceiros…

chet baker & paul bley - DIANE:

é a atmosfera introspectiva, melancólica, densa, doce e concisa que chet baker criou em algumas de suas melhores interpretações (que podemos ouvir em "almost blue", da trilha de lets get lost, ou em "she was too good too me", do album homônimo de 1972, ou, claro, em "my funny valentine", chet baker sings) que tem me atraído nas últimas semanas.
ando cansado de canções frescas e arejadas com aquela "pegada" pop tão em voga por estes dias. por causa do myspace e de todas as facilidades tecnologicas, vemos zilhões de artistas surgirem diariamente em blogs de música... é tanta novidade que dá preguiça. ninguém mais para pra ouvir discos que se querem com começo, meio e fim. para mim, que sempre fui apaixonado por albuns e que no momento finalizo um projeto que aparentemente (só) faz sentido por seu conjunto de músicas (e sequência e blá-blá-blá), tudo isso é um tanto... frustrante...
há um disco de chet que não paro de ouvir nos últimos dias que poder…

para começar:

enfim, após adiar por mais de um ano, chego ao que será, espero, meu blog. primeiro é preciso admitir que se meu intuito é fazer deste um espaço para reflexão sobre música pop(ular) (minha e alheia), é antes, ainda, um modo econômico e divertido de divulgar meu disco que está por vir. gravado em meados de julho, minha expectativa é apresentá-lo no máximo até fins de outubro. pero, antes, ponho no mundo (myspace) um single de dobra (+ um b-side inédito)...
por hora é isso. em breve com mais domínio desta coisa, pretendo dizer e redizer o que achar que devo.
e quem me dera agradar você.