quinta-feira, 11 de abril de 2013

discotecando no blog:


então, então, sem mais delongas, um passeio pelo mundo colorido das periferias cheias de groove. música suingada, feita pelos mestiços daqui, dali, dacolá. É NÓIX.

e tem mais aqui.

terça-feira, 2 de abril de 2013

nunca durma:

estou dormindo há meses e é provável que abandone as minúsculas. fazer o quê? seguir adiante e me doar, doar meu tempo, ao que é mais importante agora. lamento, pois sempre tive prazer em manter esse espaço. 

o que me traz aqui hoje, na verdade, é um trecho de uma ópera de giacomo puccini. aliás, o mais popular de toda sua obra: nessun dorma (nunca durma) - parte final de turandot (há uma versão sua completa disponível no youtube, !). queria ter a manha de seu mais conhecido divulgador, o tenor luciano pavarotti, que de tanto que a interpretou (quase sempre lindamente), mesmo quando, em seus últimos anos, já não tinha o mesmo brilho vocal, teve inteligência de, sabendo os caminhos dessa melodia, fazer emocionar e se emocionar com a emoção alheia... 

tenho tido muitas ideias de textos, iniciei alguns, mas, infelizmente, não segui adiante com nada que prestasse ou estivesse à altura de minhas ambições. o ponto, na verdade, é que saber a hora de parar é também ter inteligência. quem sabe um dia eu volte?! quem sabe semana que vem?! e, assim, talvez, o meu beijo quebrará o silêncio que te faz minha (tu, palavra).


"ed il mio bacio scioglierà il silenzio
che ti fa mia"

quarta-feira, 20 de março de 2013

karibu (parte um):



e florianópolis, como vai? vai muito bem, obrigado, ao menos quando se fala na produção musical autoral da cidade. existe muita coisa bacana, muita coisa ruim, existem "coisas" para todos os gostos, afinal... ainda não tem crítica, claro, mas não tem jornalismo cultural também, nem público constante ou políticas de apoio à cultura. além, os espaços são pouquíssimos. porém, todavia e ainda assim, há o que se ouvir e amar (ou não). ouvi e reouvi dois trabalhos, entre os que mais me interessaram, por motivos vários (amizade, admiração e desejo de gostar do que poderia sair dali), desta nova leva local. me debrucei apaixonado sobre os registros de estreia do karibu e do café da manhã. minhas expectativas, embora não fossem pequenas, não foram desapontadas. ainda assim, queria mais, mais surpresas. menos zona de conforto e mais risco

sobre a café, falo depois. e falo ainda, em outro momento, de outros nomes: caraudácia, antonio rossa, juliano malinverni & indisciplina, nebula dogs e mais o que puder, pois muito tem me interessado. pena não ter hoje o tempo e a vontade de escrever que tive em outras épocas. 

(quem sabe, talvez seja melhor assim?!)

karibu, o álbum, tem muitos predicados que não me agradam ou interessam, por assim dizer. a começar pela capa que, a despeito de sua beleza, me lembra algo daquele artesanato chinfrim que se derrama por sobre as calçadas da lagoa da conceição e da lapa, para ficar em apenas dois bairros que amo. aliás, é essa atmosfera hippie, de modo geral, aquilo que acho menos atraente em parte da produção musical daqui, principalmente a que é mais ligada ao que ainda chamamos mpb (de preguiçosos que somos). a coisa hippie é o que faz muitos artistas caírem em algo um tanto desleixado em letra, arranjo, conceito. este não é o caso, que fique claro. até mesmo por uma outra questão, o fato do trio, formado pelos grandes musicistas françois muleka, max tommasi e trovão rocha, poder ser facilmente classificado como formalista. ou seja, há esmero em cada detalhe destas faixas. sim, esse é outro ponto que não costuma me atrair (formalismo, não esmero)... mas, afinal, importa isso?! quem sou eu nessa história? ninguém. sou apenas mais um que gosta de música, que adora palpitar e têm interesse na produção artística da cidade. mais, quero gostar do que é feito pelos meus contemporâneos. sou alguém que insiste e que amou o todo deste karibu, álbum/banda, AINDA ASSIM.

o fato de moços se preocuparem às vezes por demais com o "ré sustenido com quarta sus", harmonias complexas e tempos musicais (infelizmente) um tanto quanto incomuns e ainda insistirem em certo purismo (semi) acústico, faz suas canções parecem por demais umas com as outras, apesar do apuro dos arranjos. ainda que pareça contraditório meu argumento, é esse o sentimento inicial ao se deparar com as 11 faixas suas. um efeito no baixo aqui, uma guitarra acolá ou algo assim, provavelmente trariam um colorido extra ao todo e enriqueceria ainda mais este painel. tanto é que a participação vocal de marissol mwaba ilustra essa sugestão-possibilidade, pois ajuda, de algum modo, a iluminar algumas canções. 

as letras de muleka, embora não estejam AINDA a altura de algumas de suas sinuosas melodias, são, de modo geral, acima da média (local ou não, que fique claro!). os dizeres de entrando no país das maravilhas ou de acordo beijo, para ficar em dois exemplos apenas, se desdobram em novos significados a cada nova audição... 

daí, friso: que bonito disco. ouça já e discorde de mim.

terça-feira, 19 de março de 2013

caribbean power:


bomba estereo ao vivo. esse vídeo reiterou a vivacidade dessa canção em minha cabeça e me encheu de ideias. mais, essa trilha fez o frio e a chuva que alagam minha cidade-ilha parecerem distantes. e o calor se fez presente (sim, estava precisando).

segunda-feira, 11 de março de 2013

filme de segunda - caótica ana (COMPLETO):


quem assistiu lúcia e o sexo ou amantes do círculo polar, sabe: julio medem tem um jeito muito particular de contar uma história. a quem interessar possa, segue aí, abaixo e na íntegra, um outro exemplo de sua arte: caótica ana (espanha, 2007).

quarta-feira, 6 de março de 2013

para combater o cinza:


para animar o meio da semana, o dia cinza e a chuva no horizonte: três canções, três vídeos. 

(a foto acima é do meu amigo eduardo valente)

segunda-feira, 4 de março de 2013

tenho ouvido:


aquela coisa en passant: listei alguns dos discos que tenho ouvido nos últimos dias... a verdade-verdadeira é que hoje iria postar um texto, com um pouquinho mais de fôlego, mas, assim como vem acontecendo nos últimos tempos, minha pequena me chamou para estar com ela por quase toda a manhã... e daí?! cada coisa e em sua hora e o textinho fica para outro momento.

alex & daniel junta dois nomes bacanudos do pop chileno (alex anwandter - do qual já falei aqui e aqui - e gepe). álbum curto, direto, dançante. sem firula, mas com alguma frescura (no sentido de frescor, mas não apenas, claro). OUÇA AQUI.

gravado de modo independente em 1975, mestiço, álbum de luiz henrique, violonista-compositor catarinense falecido dez anos após a produção do trabalho, embora não tenha apenas pontos altos, tem acertos que o fazem valer uma audição mais atenta. curti! BAIXE AQUI.

dos amigos fábio della e maurício peixoto vem um disco sobre o qual ainda não me debruçar devidamente. não que não queira, a questão é que della/peixoto saiu ontem... de lá destaco uma delícia chamada feliz para sempre. OUÇA AQUI.

algo parecido se dá em relação a liberdade (que junta 3 eps em um álbum) dos vitrolas. bonito, mas tenho que reouvir com atenção. confesso que inicialmente os achei melhor ao vivo que em disco, o que, ao menos ao meu ver, é um atributo e tanto, ainda mais quando se fala de rock made in brazil... mas devo retoma-lo por estes dias. BAIXE AQUI.

por fim, cheguei em caminhos do coração, lançado por gonzaguinha em 1982, ontem a noite. logo após assistir ao filme que conta a conflituosa história do cantor com seu pai, de pai pra filho. taí, gostei. embora tenha algumas letras um tanto quanto derramadas e aqueles timbres datados que são a cara da música brasileira oitentista, vá lá, há muita beleza ali... CONFIRA AQUI.



sexta-feira, 1 de março de 2013

uma noite, duas festas:


a vida tem dessas coisas, às vezes não se tem nada para fazer e, aí, de repente, aparacem coisas sensacionais e desejáveis para o mesmo momento... o que fazer em uma hora dessas? você, não sei, mas eu optei por duas festas na mesma noite. festas diferentes, prazeres distintos, motivações independentes. 

na primeira, a college (projeto novo de alexandre salles) que estreia neste sábado no mustafá na lagoa da conceição, discotecarei. e o som?! estamos abertos a (QUASE) tudo, eu e juliano malinverni (que faz sua primeira aparição comandando pistinha por lá). mas a onda, muito provavelmente, será mais pop, mais pista, mas com conceito indie, claro. além desses dois moços, a banda radio vintage, projeto novo da querida-linda roberta kieffer, também agitará o povo...

a segunda (opção-festa) é o grito rock floripa, que rola no green park (caminho da joaquina). não preciso dizer muito sobre o projeto, grito, pois ele é por si só um acontecimento: estará presente em cerca de 300 cidades ao mesmo tempo neste dia 02. mas, voltando ao ponto, subo com o bonde vertigem ao palco em que também se apresentam adam & juliette, the neves, blame e (a grande atração da noite, de certo modo) móveis coloniais de acaju (o green park ainda terá meus amigos gustavo monteiro e ju baratieri na discotecagem). 

por fim, aí está, logo abaixo, um dj set esquenta preparado para ir animando o povo para a college, mas que pode servir para qualquer um que queira... se animar... (hoje, por exemplo, tem sexta sim na célula, com nebula dogs e dj inútil... já tens programa?!)



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

mashup de verão:


já que o verão parece que está de saída, resolvi lhe postar um vídeo-mashup homenagem (produzido pelo tal do dj jak). aliás, como esse fim de semana será de muitas festas, aproveito para deixar o recado para os amigos: aproveitem antes que essas noites sejam apenas um retrato de um passado não muito distante...

e por enquanto é só.


Vamos invadir sua praia, give it away- DJ JAK por Folkatrua VJs e Bootie Rio from bootie rio on Vimeo.